A hipótese de motivação política está entre as linhas de investigação analisadas pelos agentesReprodução/Redes sociais
Publicado 13/06/2026 18:31
Rio - A Polícia Civil investiga a denúncia de agressão feita por um homem de 69 anos na noite de quinta-feira (11), em Copacabana, Zona Sul do Rio. Identificada como Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, a vítima afirma ter sido atacada por três pessoas em frente ao prédio onde mora, na Rua Ministro Viveiros de Castro.
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Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 22h40, quando o idoso retornava para casa. Em depoimento, ele relatou que foi abordado por um homem vestido de terno e duas mulheres. Durante a abordagem, os suspeitos teriam feito ameaças e proferido ofensas relacionadas a questões políticas e religiosas. Mauro usava uma bolsa com adesivos do Partido dos Trabalhadores (PT)
De acordo com o registro policial, Mauro afirmou ter ouvido ameaças de morte, como "a gente vai te matar agora"; "você já prejudicou muita gente"; "é Bolsonaro, é Bolsonaro" e "sua igreja é uma igreja de merda". O idoso também informou que os envolvidos arrancaram um terço que ele carregava no pescoço.
Ele disse ainda que uma das mulheres teria aplicado um golpe conhecido como "mata-leão", enquanto o homem dava socos contra seu rosto. A vítima estima que as agressões tenham durado cerca de cinco minutos.
O idoso contou aos investigadores que tentou pedir ajuda ao porteiro do edifício em que mora, mas não conseguiu entrar no imóvel durante a confusão. Segundo ele, as agressões só terminaram quando uma pessoa que passava pelo local se aproximou gritando para que os suspeitos parassem.
Após o episódio, Mauro procurou a polícia e foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito.
A ocorrência foi registrada inicialmente na 14ª DP (Leblon) e, posteriormente, encaminhada para a 12ª DP (Copacabana). Em nota, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso, identificar os envolvidos e apurar a motivação do ataque.
A hipótese de motivação política está entre as linhas de investigação analisadas pelos agentes. Até o momento, não há informações sobre suspeitos identificados ou presos.
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