Publicado 14/06/2026 14:21
A família de Carolina da Silva Rodrigues, de 32 anos, vive horas de dor e revolta após a morte da auxiliar de serviços gerais, baleada dentro de uma van na madrugada deste sábado (13), em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio.
PublicidadeEla estava a caminho do trabalho quando teve a vida interrompida ao ser atingida por dois tiros no peito dentro de uma van, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. A auxiliar de serviços gerais, que tinha um condomínio no Méier, na Zona Norte, como destino, chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal Pedro II, mas não resistiu.
Parentes cobram respostas sobre o caso e lamentam a perda de uma mulher descrita como trabalhadora, dedicada e querida por todos ao seu redor.
Em entrevista para O DIA, a enteada da vítima, Larissa Cardoso Coelho, contou que Carolina havia saído de casa ainda de madrugada para cumprir mais um dia de expediente em um condomínio no Méier, onde trabalhava há cerca de três anos.
" Ela só saiu de casa para trabalhar. Acordou no horário de sempre, saiu por volta das 4h da manhã e pegou a van como fazia todos os dias. Quando o veículo estava saindo da comunidade do Aço e entrando na reta do Antares, um carro parou e efetuou disparos. Ela foi atingida por dois tiros no peito" relatou.
Segundo Larissa, Carolina chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, mas não resistiu aos ferimentos.
A morte causou comoção entre moradores da região e familiares. De acordo com a enteada, Carolina era muito querida na comunidade onde vivia e deixou uma marca profunda na família.
"O pessoal da comunidade gostava muito dela. Está todo mundo muito abalado. Ela era uma pessoa muito boa, trabalhadora, dedicada. A gente está desolado. É uma revolta muito grande porque ela não estava fazendo nada de errado, estava indo trabalhar" afirmou.
Carolina mantinha um relacionamento com Patrícia Cardoso havia oito anos. As duas eram casadas e dividiam a rotina da casa. Segundo Larissa, a vítima desempenhava um papel fundamental na vida da companheira e dos familiares.
"Ela cuidava muito da minha mãe, sempre estava ali dando apoio. Era uma ótima esposa, uma ótima madrasta. Minha filha de sete anos cresceu convivendo com ela. Era como uma avó para a minha filha" contou.
A enteada descreveu o impacto da perda na família.
"Minha mãe está sem chão. Elas viviam juntas há muitos anos. Era a companheira dela, a amiga dela, a pessoa que estava ao lado dela todos os dias. Agora a gente está tentando entender como seguir em frente sem a Carol."
Larissa também lamentou a violência que vitimou a auxiliar de serviços gerais e criticou a falta de segurança.
"A gente vê tanta coisa acontecendo. Ela teve a vida interrompida de uma forma muito cruel. A Carol tinha sonhos, tinha família, tinha uma vida inteira pela frente."
Velório e sepultamento
O corpo de Carolina acontece domingo (14), na Sala A do Cemitério de Santa Cruz, na Zona Oeste. O sepultamento está previsto para as 16h15.
Antes da despedida, familiares enfrentaram uma série de procedimentos para liberação do corpo. Segundo Larissa, a companheira da vítima precisou comparecer ao hospital, ao Instituto Médico-Legal (IML) e ao cartório para resolver questões burocráticas em meio ao luto.
"Foi muito doloroso. Minha mãe teve que reconhecer o corpo mais de uma vez. É um sofrimento que nenhuma família deveria passar."
Caso é investigado
Carolina foi baleada dentro de uma van que trafegava pela Avenida Antares, em Santa Cruz. Uma imagem compartilhada nas redes sociais mostra o para-brisa do veículo perfurado por um dos disparos.
Moradores relataram que houve intenso confronto armado na região durante a madrugada. Segundo relatos, criminosos do Comando Vermelho tentavam invadir áreas dominadas pela milícia, o que teria provocado uma troca de tiros.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga as circunstâncias da morte e busca esclarecer de onde partiram os disparos que atingiram a vítima. Até o momento, não há informações sobre presos ou identificados pelo crime.
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