Agentes da Decon realizam buscas na capital e em cidades da Baixada Reprodução
Publicado 15/06/2026 08:10 | Atualizado 15/06/2026 12:11
Rio - A Polícia Civil realiza, nesta segunda-feira (15), uma operação contra um grupo investigado por causar lesões em pacientes submetidos a procedimentos estéticos. As investigações apontam indícios da utilização de substâncias capazes de provocar complicações à saúde, incluindo deformidades permanentes e até risco de morte.
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Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) foram às ruas para cumprir um mandado de prisão e oito de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio; em Madureira e Olaria, na Zona Norte; e em São João de Meriti e Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A proprietária do Instituto Paula Lima, Ana Paula Lima de Souza Mariano, não foi encontrada e já é considerada foragida.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Estética Segura é resultado de investigações sobre denúncias de pacientes de uma clínica de São João de Meriti, que relataram danos físicos depois de procedimentos de harmonização de glúteos. A especializada possui 14 inquéritos relacionados ao mesmo estabelecimento.
Há suspeita do uso de polimetilmetacrilato (PMMA), um produto composto por plástico com diversos tipos de aplicação. A substância é proibida pelo Conselho Federal de Medicina.
Em maio, o Instituto Paula Lima, localizado no bairro Vilar dos Teles, foi interditado depois que agentes da Decon e da Vigilância Sanitária encontrarem diversos medicamentos vencidos, incluindo frascos de soro fisiológico fora do prazo de validade. Na ação, a funcionária Alessandra Oliveira de Jesus foi presa em flagrante pelos crimes de associação criminosa e contra a relação de consumo. A Vigilância Sanitária Municipal autorizou a reabertura posteriormente.
As diligências desta segunda tiveram como objetivo de reunir novas provas, aprofundar as investigações e identificar todos os envolvidos. Medicamentos vencidos foram apreendidos.
A Decon acredita que o número de vítimas possa ser ainda maior do que o já identificado e orienta para que pessoas que tenham sofrido complicações após esse procedimentos procurem uma delegacia para comunicar os fatos.
A reportagem tenta contato com o Instituto Paula Lima. O espaço está aberto para manifestação.
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