Dois helicópteros colidiram e caíram no Recreio, no último domingoReginaldo Pimenta / Arquivo O Dia
Publicado 16/06/2026 10:04 | Atualizado 16/06/2026 11:51
Rio - A Polícia Civil aponta que o helicóptero envolvido no acidente no Recreio dos Bandeirantes, no domingo (14), não realizou transporte clandestino de passageiros. Ao DIA, o delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), afirmou que, a princípio, os ocupantes teriam sido convidados a embarcar pelo próprio proprietário da aeronave.
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A possibilidade havia sido levantada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em comunicado nesta segunda-feira (15), o órgão afirmou que busca verificar se alguma das aeronaves operava em modalidade diferente da autorizada pela Anac, como o transporte remunerado de passageiros (táxi-aéreo), o que configuraria transporte aéreo clandestino.
Ainda de acordo com a agência, as aeronaves PP-MAC e PR-DJJ estavam com a documentação regular para operar na modalidade de aviação privada, destinada ao uso exclusivo do proprietário, operador e convidados. Nessa categoria, não é permitido receber remuneração ou qualquer tipo de compensação financeira de terceiros.
Conforme apurado, a aeronave PP-MAC chegou a ser denunciada, de forma anônima, em 2025, por transporte aéreo clandestino. À época, também foi autuada por recusa de informações à Anac e, por isso, a aeronave foi incluída na lista de monitoramento da unidade de fiscalização. No entanto, após o acidente, a Agência reforçou que é precipitado fazer qualquer associação entre a modalidade do voo e o acidente.
A tragédia envolvendo os dois helicópteros deixou seis mortos. As vítimas foram identificadas como o produtor musical Lucas Frota, o cantor norte-americano Oliver Tree, o influenciador argentino Gaspar Prim, o diretor audiovisual Lucas Vignale e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.
Após colidirem, as aeronaves caíram no pátio de uma concessionária na Avenida das Américas. Com o impacto, uma delas explodiu e provocou um incêndio que atingiu veículos estacionados no espaço.
As causas do acidente são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado ao Comando da Aeronáutica. O caso também é apurado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), onde foi registrado inicialmente como homicídio culposo.
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