Publicado 16/06/2026 18:40 | Atualizado 17/06/2026 16:28
Rio - Três policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público (MPRJ) por corrupção passiva. Segundo as investigações, eles teriam recebido propina para liberar um carro durante uma blitz realizada em Rio das Pedras, Zona Sudoeste.
PublicidadeA denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) e recebida pela Auditoria da Justiça Militar. Segundo o órgão, os policiais envolvidos são o subtenente Francisco Santos de Melo, o segundo-sargento Rômulo Luiz dos Santos e o segundo-sargento Luis Eduardo Teixeira. Eles teriam recebido dinheiro para deixar de apreender um Fiat Palio abordado durante a fiscalização.
De acordo com o MP, a suposta negociação foi descoberta durante outra investigação que contava com interceptação telefônica autorizada pela Justiça. Os promotores monitoravam o telefone de um policial apontado como intermediador da liberação do veículo. Esse agente já havia sido denunciado por organização criminosa e corrupção ativa no âmbito da Operação Os Intocáveis 2.
Ainda segundo a denúncia, a análise dos diálogos interceptados permitiu identificar os envolvidos no esquema. O cruzamento das informações com as escalas de serviço e as datas dos fatos investigados teria confirmado a participação dos três policiais militares.
Além de receber a denúncia, a Auditoria da Justiça Militar determinou o afastamento dos agentes das atividades de policiamento ostensivo e a suspensão dos portes de arma de fogo dos denunciados.
De acordo com o MP, a suposta negociação foi descoberta durante outra investigação que contava com interceptação telefônica autorizada pela Justiça. Os promotores monitoravam o telefone de um policial apontado como intermediador da liberação do veículo. Esse agente já havia sido denunciado por organização criminosa e corrupção ativa no âmbito da Operação Os Intocáveis 2.
Ainda segundo a denúncia, a análise dos diálogos interceptados permitiu identificar os envolvidos no esquema. O cruzamento das informações com as escalas de serviço e as datas dos fatos investigados teria confirmado a participação dos três policiais militares.
Além de receber a denúncia, a Auditoria da Justiça Militar determinou o afastamento dos agentes das atividades de policiamento ostensivo e a suspensão dos portes de arma de fogo dos denunciados.
Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que os policiais citados são praças da corporação e respondem a um Inquérito Policial Militar (IPM), procedimento administrativo destinado à apuração dos fatos.
"Ressaltamos que a SEPM cumpre integralmente todas as determinações emanadas pelo Poder Judiciário e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.
A Corporação não compactua com quaisquer desvios de conduta praticados por seus integrantes e adota rigorosas medidas administrativas e disciplinares quando há envolvimento de seus agentes em práticas criminosas. "
A Corporação não compactua com quaisquer desvios de conduta praticados por seus integrantes e adota rigorosas medidas administrativas e disciplinares quando há envolvimento de seus agentes em práticas criminosas. "
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.