Publicado 19/06/2026 07:55 | Atualizado 19/06/2026 07:57
Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta sexta-feira (19), uma operação para combater uma milícia que atua na região do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste. Segundo as investigações, o grupo é responsável por extorsões de obras públicas, comerciantes e moradores, além de uma rede de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 25 milhões. Um policial militar é investigado de participar da organização.
PublicidadeAgentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) estão nas ruas para cumprir 50 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, em municípios da Baixada Fluminense e em cidades do interior do estado. Uma arma foi encontrada na casa de um alvo.
A investigação iniciou após denúncias de extorsões praticadas contra uma empresa terceirizada, responsável por executar obras públicas de infraestrutura e saneamento no Catiri. De acordo com as apurações, a milícia passou a exigir pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e a permanência de trabalhadores no local. As cobranças eram impostas mediante ameaças e intimidações, características típicas de grupos que exercem domínio territorial armado.
A especializada seguiu o caminho do dinheiro e identificaram contas bancárias usadas para receber valores obtidos com as extorsões. A análise financeira revelou uma sofisticada engrenagem de lavagem de capitais, estruturada para ocultar a origem dos recursos arrecadados.
A Draco detectou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além da utilização de contas de passagem, fragmentação de transferências e circulação acelerada de recursos entre pessoas físicas e jurídicas ligadas à organização.
A investigação apontou que o grupo possui um núcleo responsável pelo controle territorial e pelas decisões estratégicas, além de um núcleo financeiro encarregado de receber, movimentar, pulverizar e ocultar todos os recursos provenientes das atividades ilícitas. Empresas formalmente constituídas e contas bancárias de terceiros eram utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e conferir aparência de legalidade aos valores movimentados.
Um policial militar é investigado por integrar a rede de apoio da milícia. Os elementos reunidos apontam que ele, em tese, atuava tanto na circulação de valores vinculados ao grupo, quanto na realização de atividades de segurança privada em benefício de integrantes da cúpula da organização. Tais circunstâncias são objeto de aprofundamento no cumprimento das medidas cautelares e das demais diligências.
Um policial militar é investigado por integrar a rede de apoio da milícia. Os elementos reunidos apontam que ele, em tese, atuava tanto na circulação de valores vinculados ao grupo, quanto na realização de atividades de segurança privada em benefício de integrantes da cúpula da organização. Tais circunstâncias são objeto de aprofundamento no cumprimento das medidas cautelares e das demais diligências.
De acordo com a Civil, a quadrilha não se limita às extorsões praticadas contra prestadores de serviço e empresas. Os elementos reunidos identificaram a existência de um sistema permanente de exploração econômica do território, mediante cobranças impostas a comerciantes e moradores.
Além do cumprimento dos mandados, a Draco pediu o bloqueio judicial de ativos, contas bancárias, bens e valores vinculados aos investigados, alcançando movimentações superiores a R$ 25 milhões.
O objetivo é asfixiar financeiramente o grupo e interromper o fluxo de recursos que sustenta sua estrutura operacional e seu domínio territorial.
A ofensiva mobiliza equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Corregedoria da Polícia Militar.
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