Publicado 21/06/2026 14:34
Rio - Carros estacionados na calçada da Rua Cachambi, na Zona Norte, já fazem parte da rotina de moradores, especialmente nos dias da tradicional feira livre na Rua Basílio de Brito. Ao DIA, pedestres revelaram os transtornos ao terem que transitar entre os veículos, que impedem a circulação de carrinhos de compra, de bebê ou até mesmo de cadeira de rodas.
Na manhã deste domingo (20), uma equipe de reportagem esteve no local e verificou que carros ocupavam tanto as calçadas, quanto os dois lados da rua, sem a presença de qualquer fiscalização. Outro ponto destacado por pedestres é que apesar de a via ser de mão dupla, a situação acaba permitindo a passagem de apenas um veículo por vez.
PublicidadeNa manhã deste domingo (20), uma equipe de reportagem esteve no local e verificou que carros ocupavam tanto as calçadas, quanto os dois lados da rua, sem a presença de qualquer fiscalização. Outro ponto destacado por pedestres é que apesar de a via ser de mão dupla, a situação acaba permitindo a passagem de apenas um veículo por vez.
Moradora da região, Priscila Cabral, de 48 anos, relata que a falta de acessibilidade é um problema constante para quem circula pelo local.
"Aqui a gente já não tem muita acessibilidade, até mesmo para pessoas com deficiência. E, aos domingos, por causa da Feira da Basílio, que é muito cheia e bastante procurada, essa questão dos carros fica ainda mais complicada. A gente já não tem calçada, e os guardadores fazem os carros estacionarem em qualquer lugar. Então, fica inviável passear, até mesmo com cachorro, ou passar com uma criança no carrinho. Todo domingo é assim. Se bobear, até as 18h ainda tem carro aqui", explicou.
Priscila ressaltou ainda que o caso acontece mesmo durante a semana. "Até em dias sem feira isso acontece, principalmente nas calçadas. Aqui já é uma rua de mão dupla. Tem gente que estaciona o carro inteiro em cima da calçada, não é só meia roda, são as duas. E, às vezes, a gente reclama, mas nada acontece. De vez em quando fica uma viatura aqui, mas policial está mais para a questão da segurança. Já a parte de ordem pública, de a Guarda Municipal vir aqui, atender uma denúncia ou chamar o reboque, isso não acontece", acrescentou.
A moradora destacou também que os pedestres acabam sendo obrigados a circular no meio da rua.
"Não são só os idosos, é todo mundo. A gente atravessa e anda no meio da rua, junto com os carros. Já é uma via estreita, de mão dupla, e o pessoal ainda estaciona dos dois lados, ocupando as duas faixas", concluiu.
"Não são só os idosos, é todo mundo. A gente atravessa e anda no meio da rua, junto com os carros. Já é uma via estreita, de mão dupla, e o pessoal ainda estaciona dos dois lados, ocupando as duas faixas", concluiu.
Com um carrinho de feira, a professora Ruth Goulart, de 67 anos, teve dificuldades para transitar pelo local na manhã deste domingo e destacou que o problema se arrasta há anos.
"Os carros tomam a calçada, e a gente não consegue andar por ela, que já não é muito boa, é cheia de buracos. Aí ainda colocam os carros em cima, o que dificulta mais ainda. Isso acontece há anos. Eu tenho 67 anos e frequento essa feira há quase 30. Está cada dia pior, e eu nunca vi nenhuma fiscalização em relação a isso. É muito difícil”, relatou.
A assistente de escritório, Savannah Nogueira, 28 anos, tentava passear com o cachorro pela calçada, mas foi obrigada andar no meio da rua.
"Como não tem nem calçada direito, o pouco que tem tendo carro, independente de ser cadeirante ou não, acaba atrapalhando para passar com o cachorro ou sozinha. Acontece várias vezes de eu acabar esbarrando nos carros ou os carros esbarrarem em mim, enfim. Tem muitos idosos que usam andador, inclusive. Eu percebo que piora mais em horário de rush. Como hoje está frio, a feira está vazia, mas costuma ser um caos aqui", disse.
O aposentado Maurício Souza, 70 anos, afirmou ainda que a quantidade de veículos estacionados também prejudica a visibilidade dos motoristas.
"Além de ser um acesso de ladeira, como se fosse um tobogã, você não tem a visualização, e o pessoal para pra entrar em garagem, deixar passageiros, ou entregar um produto qualquer, e você não consegue enxergar o outro lado. E isso se intensifica mais ainda em dia de feira, porque também não tem local para o pessoal estacionar. O problema é que a feira é extensa, bem ampla e a Rua Cachambi não tem muita possibilidade de estacionar", explicou.
Maurício também criticou o fato da rua ser muito estreita. "O Rio de Janeiro, como um todo, já é difícil realmente em relação a vagas, porque as ruas normalmente são muito estreitas, assim como as calçadas, então dificulta, principalmente para pessoas idosas. Cadeira de rodas então, nem pensar, só pelo meio da rua", contou.
A assistente de escritório, Savannah Nogueira, 28 anos, tentava passear com o cachorro pela calçada, mas foi obrigada andar no meio da rua.
"Como não tem nem calçada direito, o pouco que tem tendo carro, independente de ser cadeirante ou não, acaba atrapalhando para passar com o cachorro ou sozinha. Acontece várias vezes de eu acabar esbarrando nos carros ou os carros esbarrarem em mim, enfim. Tem muitos idosos que usam andador, inclusive. Eu percebo que piora mais em horário de rush. Como hoje está frio, a feira está vazia, mas costuma ser um caos aqui", disse.
O aposentado Maurício Souza, 70 anos, afirmou ainda que a quantidade de veículos estacionados também prejudica a visibilidade dos motoristas.
"Além de ser um acesso de ladeira, como se fosse um tobogã, você não tem a visualização, e o pessoal para pra entrar em garagem, deixar passageiros, ou entregar um produto qualquer, e você não consegue enxergar o outro lado. E isso se intensifica mais ainda em dia de feira, porque também não tem local para o pessoal estacionar. O problema é que a feira é extensa, bem ampla e a Rua Cachambi não tem muita possibilidade de estacionar", explicou.
Maurício também criticou o fato da rua ser muito estreita. "O Rio de Janeiro, como um todo, já é difícil realmente em relação a vagas, porque as ruas normalmente são muito estreitas, assim como as calçadas, então dificulta, principalmente para pessoas idosas. Cadeira de rodas então, nem pensar, só pelo meio da rua", contou.
Procurada, a Guarda Municipal informou que presta apoio às ações de ordenamento realizadas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop).
Em nota, o órgão frisou que, neste domingo (21), durante a operação na Feira Livre da Rua Basílio de Brito, no Cachambi, os agentes atuaram na fiscalização do trânsito no entorno do comércio e aplicaram quatro multas por infrações constatadas no local.
*Colaboração Érica Martins
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