Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em residências de alto padrãoReprodução
Publicado 25/06/2026 08:06 | Atualizado 25/06/2026 08:28
Rio - Policiais civis realizam, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação para investigar a reativação irregular de um banco extinto há mais de 60 anos. Segundo apurações, o objetivo dos responsáveis pelo retorno da instituição seria a apropriação de um crédito superior a R$ 1 bilhão.
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As investigações da Delegacia de Defraudações (DDEF) apontam que, em 2024, falsos acionistas teriam conseguido restabelecer o registro do Banco de Crédito Móvel (BCM), que encerrou oficialmente suas atividades em 1964, após processo de liquidação aprovado pelos próprios investidores.
De acordo com o apurado, a reativação da instituição teria acontecido através do Colégio de Vogais da Junta Comercial do Estado do Rio (Jucerja), que desconsiderou o entendimento da 6ª Vara Empresarial no sentido de que o registro do banco não deveria ser restabelecido. 
A especializada identificou que o objetivo do grupo seria reivindicar seus direitos sobre um crédito bilionário relacionado à desapropriação de uma área de aproximadamente 153 mil metros quadrados, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.
Os agentes da especializada apuram se a reativação do banco foi utilizada como forma de dar aparência legítima à tentativa de apropriação desses valores.
A DDEF descobriu que, após a liquidação do BCM em 1964, as ações da companhia deixaram de existir e os ativos remanescentes foram distribuídos entre os acionistas. Mesmo assim, décadas depois, pessoas que se apresentavam como representantes ou investidores teriam articulado a retomada do registro empresarial da instituição.

Além dos supostos acionistas envolvidos na operação, a investigação apura ainda o envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público.
Invasões
Ainda segundo a Polícia Civil, durante a apuração, surgiram indícios de que integrantes do grupo estariam ligados a outras práticas ilícitas, como fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e por empreendimentos irregulares em áreas da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste.
Os agentes da DDEF estão nas ruas para cumprir 12 mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de alto padrão no bairros Recreio e Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; Tijuca, na Zona Norte; Glória, na região central; e Copacabana, Gávea e Botafogo, na Zona Sul.

Com a Operação Lázaro, os policiais buscam apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a atuação de cada alvo e aprofundar as investigações.
A reportagem pediu um posicionamento para o escritório de advogados que representa o BCM. O espaço está aberto para manifestação.
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