Buscam seguem nesta sexta-feira por professor de surfe desaparecido no marRede Social
Publicado 26/06/2026 08:36 | Atualizado 26/06/2026 10:47
Rio - O Corpo de Bombeiros realiza, nesta sexta-feira (26), as buscas pelo professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, desaparecido há três dias no mar da Praia de São Conrado, na Zona Sul.
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Segundo relatos, a vítima teria mergulhado por volta das 3h da última quarta-feira (24), nas proximidades do Hotel Nacional, em direção às Ilhas Tijucas, não sendo mais vista desde então.

No local, equipes do 3º Grupamento Marítimo (3º GMAR/Copacabana) e do Centro de Embarcações de Resgate (CER) da corporação atuam de forma ininterrupta, desde o acionamento, realizando varreduras e monitoramento da área com o emprego de motos aquáticas e botes infláveis, viaturas de apoio terrestre e guarda-vidas.
O professor é idealizador do projeto Rocinha Surfe Escola. Ao DIA, o amigo e diretor da Associação de Surfe de São Conrado, Marcello Farias, explicou que José entrou no mar em meio a uma névoa e muito frio.

"Meu amigo, que trabalha como segurança em um quiosque na praia, me ligou e contou que o Bocão chegou lá e parecia que não estava bem psicologicamente. Aí ele falou que ia deixar as coisas no quiosque e dar uma remada. Meu amigo sugeriu que ele pegasse um pranchão, mas ele disse que ia remar no braço mesmo. Quando ele desceu, já tinha uma névoa e estava muito frio. Depois disso, ele sumiu. Meu amigo viu ele entrando no mar, mas não viu ele saindo”, contou.

Segundo Marcelo, o professor não conseguiria chegar até as Ilhas Tijucas nadando devido a forte correnteza.

"Ele entrou de peito, falando que ia para as Ilhas Tijucas, só que o tempo já estava virando, não daria pra ele chegar nem de prancha, nem nadando, por causa da correnteza. E desde daí começamos as buscas, acionarei a família, falei com o filho dele, inclusive, a mãe do filho dele está internada no CTI com câncer, aí agora o pai desapareceu, então, ele está muito abalado", disse.

Marcelo conhece José há mais de 40 anos e ressalta que o amigo estava acostumado com o mar de São de Conrado.

"Ele é um dos primeiros surfistas da Rocinha, ele fundou a Rocinha Surfe Escola, sempre ensinou a molecada daqui a surfar, dava prancha, as coisas para as crianças, formou vários alunos, vários professores. Ele é um cara bastante querido aqui, muito ativo na praia. Deus queria que ele esteja fora da água, que não venha uma notícia ruim. Eu estou até bastante gripado, porque peguei muita chuva e friagem de madrugada procurando, mas vou continuar atrás do meu amigo. Esse cara já salvou muita gente, procurou muita gente que tinha se afogado", acrescentou.
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