As imagens mostram Prince deixando o edifício acompanhado pelo tutorReprodução/Polícia Civil
Publicado 02/07/2026 22:05 | Atualizado 02/07/2026 23:13
Rio – A Polícia Civil concluiu que o cachorro Prince, da raça American Bully, encontrado morto na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, no dia 23 de abril, foi afogado pelo próprio tutor.
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O acusado, identificado como Tiago Mattos Rocha, de 47 anos, foi indiciado e denunciado à Justiça por maus-tratos a animais com resultado morte. Ele está foragido.
O caso causou comoção nas redes sociais após banhistas encontrarem o animal sem vida na faixa de areia. Prince estava com coleira, apresentava boas condições físicas e não possuía sinais aparentes de agressão, o que inicialmente levantou dúvidas sobre a causa da morte.
A investigação reuniu imagens de câmeras de segurança da orla, de ruas do bairro e do prédio onde Tiago morava. Os registros permitiram reconstruir os últimos momentos de vida do animal.
As imagens mostram Prince deixando o edifício Proença Nunes, na Rua Tonelero, pouco depois das 19h30, acompanhado pelo tutor. Em alguns momentos do trajeto, Tiago chega a carregar o cachorro no colo. Cerca de 20 minutos depois, os dois aparecem entrando na areia da praia.
Às 19h53, tutor e animal são vistos caminhando em direção ao mar. Poucos minutos depois, apenas Tiago retorna. Segundo a polícia, embora o momento exato do afogamento não tenha sido captado pelas câmeras, o conjunto das provas levou à conclusão de que Prince foi morto no local.
As imagens também registraram o retorno do homem ao condomínio. No elevador, ele aparece se olhando no espelho e ajeitando os cabelos. Para os investigadores, não houve qualquer reação compatível com uma tentativa de socorro ao animal.
Enquanto isso, turistas tentavam reanimar Prince na areia. Um gari da Comlurb relatou ter visto pessoas chorando enquanto faziam massagens cardíacas no cachorro, que não apresentava ferimentos aparentes, reforçando a hipótese de afogamento.
A investigação, coordenada pelo delegado Angelo Lages da 12°DP, descobriu ainda que, cerca de uma hora depois do crime, Tiago deixou o apartamento levando malas. Funcionários do prédio informaram que ele já vinha se desfazendo de móveis e eletrodomésticos dias antes.
Segundo a Polícia Civil, pouco antes do episódio, ele havia sido alvo de uma medida protetiva solicitada pela sogra e foi indiciado por injúria, extorsão e violação de domicílio.
Tiago responderá pelo crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. A pena varia de dois a cinco anos de prisão, podendo ser aumentada em razão da morte do animal.
A reportagem de O DIA não conseguiu localizar a defesa de Thiago Mattos Rocha até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para posicionamentos.
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