Moradores relataram vazamento de chorume e a presença de caminhões-tanque junto à área da cidadeReprodução
Publicado 05/07/2026 20:21
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) orientou moradores do entorno do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Seropédica, na Baixada Fluminense, a não utilizarem água de poços artesianos nem dos rios e córregos da região até a conclusão das análises ambientais realizadas após um vazamento de chorume registrado no aterro sanitário.
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A recomendação foi divulgada neste domingo (5), após equipes técnicas do órgão confirmarem o extravasamento de chorume bruto. Segundo o Inea, o líquido escoou superficialmente em direção ao cinturão verde de contenção do empreendimento e também alcançou um corpo hídrico localizado nas proximidades.
O caso ganhou repercussão com a denúncia da presença de caminhões-tanque e mudanças na coloração da água em áreas próximas ao aterro. Além disso, os moradores teriam informado que o vazamento estaria ocorrendo há pelo menos quatro dias.
Durante a vistoria, técnicos do Inea não identificaram mortandade de peixes, mas determinaram uma série de medidas emergenciais para conter os impactos ambientais. Entre as ações estão a abertura de uma cava para drenagem do efluente, a sucção do chorume por caminhões a vácuo, a remoção da camada superficial de solo contaminada e o esvaziamento da lagoa de chorume que teria dado origem ao extravasamento.
"As equipes técnicas também realizaram a coleta de amostras de água para análise e mensuração dos impactos ambientais. O Inea orienta que a população não utilize água de poços artesianos ou dos rios do entorno, enquanto a análise da água não seja concluída pelo órgão", informou o instituto em nota.
O órgão acrescentou que seguirá acompanhando a execução das medidas corretivas, a recuperação da área afetada e a investigação das causas do incidente em conjunto com a empresa responsável pela operação do aterro.
A Regenera Rio, administradora do CTR de Seropédica, informou que identificou e controlou uma "ocorrência pontual oriunda de uma estrutura do aterro".
"A situação foi prontamente controlada, e todas as medidas necessárias já foram adotadas, em conformidade com os protocolos ambientais e operacionais aplicáveis", declarou a empresa.
A concessionária afirmou ainda que permanece monitorando a área e colaborando com os órgãos competentes.
Já a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) destacou que o aterro é uma unidade privada operada pela Regenera. Segundo a companhia, a Prefeitura do Rio utiliza o local para destinação dos resíduos sólidos da capital mediante contrato e acompanha a execução dos serviços.
"Assim que a Comlurb tomou conhecimento do ocorrido, solicitou imediatamente esclarecimentos à empresa responsável pela administração do aterro", informou o órgão municipal.
O resultado das análises da água coletada pelo Inea deverá apontar se houve contaminação ambiental e a extensão dos possíveis impactos provocados pelo vazamento.
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