Ator Jeff Machado foi morto em 2023Reprodução / Redes Sociais
Publicado 08/07/2026 21:13 | Atualizado 08/07/2026 22:05
Rio - O I Tribunal do Júri do Capital ouviu, nesta quarta-feira (8), a mãe de Jeff, Maria das Dores Machado e o irmão da vítima, Diego Machado Costa, além de outras sete testemunhas no processo que julga Jeander Vinicius da Silva Braga pela morte do artista. O réu responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a cães. O outro acusado, Bruno de Souza Rodrigues, será julgado em outro momento.
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O primeiro a depor no julgamento, presidido pela juíza Alessandra Roidis, foi o inspetor da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Igor Rodrigues Bello, principal responsável pelas investigações. Inicialmente, estavam previstas 12 testemunhas. No entanto, uma não compareceu e outras duas foram dispensadas. Entre os depoentes estavam o inspetor Igor Bello; o policial civil da DDPA, André Rosa Alves, que falou sobre as provas técnicas da investigação.

No início do interrogatório, por volta das 17h, Jeander narrou, da perspectiva dele, os acontecimentos do dia 23 de janeiro de 2023, data em que o assassinato de Jeff Machado aconteceu. Em seguida, foram iniciados os debates.

O julgamento deve seguir ao longo da madrugada de quinta-feira (9).

Entenda

De acordo com a denúncia, Bruno de Souza Rodrigues, com o auxílio de Jeander Vinicius da Silva Braga, planejou e executou o assassinato de Jefferson (Jeff) Machado Costa em 23 de janeiro de 2023. O objetivo do crime era ocultar um esquema de estelionato, por meio do qual Bruno enganou a vítima prometendo-lhe um papel em uma novela em troca de quantias que ultrapassaram R$ 30 mil.

Segundo o Ministério Público, Jeff foi dopado com uma substância entorpecente e, durante uma relação sexual utilizada como distração por Jeander, foi estrangulado por Bruno com um cabo de aparelho telefônico. Após o crime, os acusados teriam ocultado o cadáver dentro de um baú pertencente à própria vítima. O objeto foi enterrado a dois metros de profundidade em uma kitnet alugada anteriormente por Bruno, que teria contratado um pedreiro para concretar a superfície do local.
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