Publicado 17/07/2026 16:48 | Atualizado 17/07/2026 16:55
Rio - Câmeras de segurança registraram o advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, instantes antes de ser achado sem vida em São Paulo, na última sexta-feira (10). Nas gravações, ele entra em uma adega na companhia de outro homem, ainda não identificado, por volta de 2h50. A Polícia Civil paulista investiga se ele tem relação com a morte.
Publicidade As imagens mostram Pedro Ely chegando ao estabelecimento já acompanhado do homem, que usa um boné branco. Eles trocam algumas palavras e entram na adega. Em seguida, pegam uma cerveja para o homem de boné e continuam interagindo, inclusive com um funcionário do local.
O homem mexe na carteira, parece tirar uma nota e fazer uma pergunta para o funcionário, mas em seguida Pedro Ely faz o pagamento com um cartão. Cerca de três minutos depois de chegar, os dois saem de lá.
Pouco tempo depois, Pedro Ely foi encontrado morto na Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte no local. Ele estava com as pupilas dilatadas, havia vomitado e não apresentava sinais de violência pelo corpo.
Pouco tempo depois, Pedro Ely foi encontrado morto na Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte no local. Ele estava com as pupilas dilatadas, havia vomitado e não apresentava sinais de violência pelo corpo.
O advogado foi achado sem vida na mesma data em que desapareceu, mas foi reconhecido pela Polícia Civil de SP apenas na terça-feira (14) através de exame papiloscópico (de impressões digitais), já que estava sem os documentos ou quaisquer outros pertences.
Advogado saiu com amigo naquele dia
Pedro Ely havia sido visto pela última vez por volta de 0h40 de sexta-feira após sair com um amigo para assistir ao jogo da Copa do Mundo em um bar da Vila Madalena, na Zona Oeste da capital paulista. Hospedado no Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia, o advogado não retornou ao local. O último registro de atividade em sua conta no WhatsApp ocorreu por volta das 5h daquele dia.
Segundo o registro de ocorrência, a vítima e o amigo pegaram um carro de aplicativo no início da madrugada de sexta-feira, por volta de 0h30, e foram da Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, até a Rua Canário, em Moema, na zona sul, onde o colega de Pedro desembarcaria.
A corrida foi encerrada à 0h48, e o combinado era que Pedro seguiria para o seu hotel, na Vila Olímpia, em outro carro de aplicativo. Esse amigo, porém, não sabe informar se o advogado realmente desembarcou para solicitar outro veículo ou se permaneceu no mesmo carro.
Golpe ‘Boa Noite, Cinderela’ é principal hipótese
A principal hipótese da morte do advogado é o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. A polícia ainda investiga duas transações financeiras que teriam sido feitas nas contas bancárias da vítima após o crime: uma no valor de R$ 20, no centro de São Paulo, para a compra de cigarros e cerveja, e outra de R$ 9.800, que acabou não sendo concluída devido a um bloqueio feito pelo aplicativo. Ambas as movimentações teriam acontecido na madrugada de domingo (12).
“Quem fez isso provavelmente exagerou na dose a ponto de acontecer essa fatalidade. Agora as diligências continuam para tentar localizar a pessoa que cometeu esse crime”, disse o advogado contratado pela família de Pedro, Marcelo Martins Ferreira, ao Estadão.
De acordo com Ferreira, o golpe do "Boa noite, Cinderela" - que consiste em dopar a vítima por meio da adulteração de bebida - pode ter acontecido depois do retorno de Pedro para a região da Vila Madalena.
"Tem um delay de duas horas, que foi o momento em que ele foi para Moema e voltou para a Vila Madalena. E, quando voltou, foi encontrado pela população", disse o defensor.
Segundo o advogado da família de Pedro, o motorista do veículo de aplicativo o teria levado de volta ao local de onde ele partiu com o amigo, na Rua Aspicuelta. Testemunhas teriam visto a vítima passando mal e se deitando no chão na Rua Fradique Coutinho, que, apesar de estar localizada em Pinheiros, fica a poucos metros da Rua Aspicuelta.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso é investigado pela Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que prossegue com diligências, incluindo a análise de imagens de câmeras de monitoramento e a coleta de outros elementos para esclarecer os fatos.
“A investigação também busca identificar um homem que esteve com a vítima na data do crime e apurar sua eventual relação com o crime”, disse em nota.
Advogado saiu com amigo naquele dia
Pedro Ely havia sido visto pela última vez por volta de 0h40 de sexta-feira após sair com um amigo para assistir ao jogo da Copa do Mundo em um bar da Vila Madalena, na Zona Oeste da capital paulista. Hospedado no Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia, o advogado não retornou ao local. O último registro de atividade em sua conta no WhatsApp ocorreu por volta das 5h daquele dia.
Segundo o registro de ocorrência, a vítima e o amigo pegaram um carro de aplicativo no início da madrugada de sexta-feira, por volta de 0h30, e foram da Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, até a Rua Canário, em Moema, na zona sul, onde o colega de Pedro desembarcaria.
A corrida foi encerrada à 0h48, e o combinado era que Pedro seguiria para o seu hotel, na Vila Olímpia, em outro carro de aplicativo. Esse amigo, porém, não sabe informar se o advogado realmente desembarcou para solicitar outro veículo ou se permaneceu no mesmo carro.
Golpe ‘Boa Noite, Cinderela’ é principal hipótese
A principal hipótese da morte do advogado é o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. A polícia ainda investiga duas transações financeiras que teriam sido feitas nas contas bancárias da vítima após o crime: uma no valor de R$ 20, no centro de São Paulo, para a compra de cigarros e cerveja, e outra de R$ 9.800, que acabou não sendo concluída devido a um bloqueio feito pelo aplicativo. Ambas as movimentações teriam acontecido na madrugada de domingo (12).
“Quem fez isso provavelmente exagerou na dose a ponto de acontecer essa fatalidade. Agora as diligências continuam para tentar localizar a pessoa que cometeu esse crime”, disse o advogado contratado pela família de Pedro, Marcelo Martins Ferreira, ao Estadão.
De acordo com Ferreira, o golpe do "Boa noite, Cinderela" - que consiste em dopar a vítima por meio da adulteração de bebida - pode ter acontecido depois do retorno de Pedro para a região da Vila Madalena.
"Tem um delay de duas horas, que foi o momento em que ele foi para Moema e voltou para a Vila Madalena. E, quando voltou, foi encontrado pela população", disse o defensor.
Segundo o advogado da família de Pedro, o motorista do veículo de aplicativo o teria levado de volta ao local de onde ele partiu com o amigo, na Rua Aspicuelta. Testemunhas teriam visto a vítima passando mal e se deitando no chão na Rua Fradique Coutinho, que, apesar de estar localizada em Pinheiros, fica a poucos metros da Rua Aspicuelta.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso é investigado pela Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que prossegue com diligências, incluindo a análise de imagens de câmeras de monitoramento e a coleta de outros elementos para esclarecer os fatos.
“A investigação também busca identificar um homem que esteve com a vítima na data do crime e apurar sua eventual relação com o crime”, disse em nota.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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