Publicado 03/08/2026 19:14
Rio - A prisão de Nicolly Evangelista do Carmo, conhecida nas redes sociais como Nick Frazão, reacendeu uma série de investigações que acompanham seu nome há mais de uma década. A influenciadora foi detida, nesta segunda-feira (3), por suspeita de roubar um cordão de ouro avaliado em, aproximadamente, R$ 14 mil.
Publicidade O primeiro registro é de 2011, quando foi presa em flagrante sob suspeita de furtar um turista em Copacabana, na Zona Sul. Em 2013, voltou ao radar das autoridades após uma ocorrência nos Arcos da Lapa, região central.
Segundo as investigações da época, um homem sofreu agressões, teve um cordão roubado e recebeu golpes de estilete que provocaram ferimentos graves. A vítima precisou receber cerca de 70 pontos.
Um ano depois, em 2014, o nome de Nicolly apareceu em investigações relacionadas aos crimes de rufianismo e favorecimento à prostituição. Ainda naquele ano, agentes a prenderam em Guarulhos, em São Paulo, após o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.
O caso mais conhecido envolvendo a influenciadora ocorreu em 2019 e acabou resultando em condenação criminal. Segundo a acusação, uma vítima sofreu um roubo na madrugada de 6 de abril daquele ano, na Avenida Mem de Sá, na Lapa. Durante a ação, o homem teria perdido o telefone celular e sofrido um golpe de estilete no rosto.
A investigação resultou na condenação de Nicolly por roubo qualificado pelo resultado lesão grave. A pena fixada pela Justiça alcançou oito anos, quatro meses e 24 dias de prisão em regime fechado. A condenação, entretanto, passou a ser questionada pela defesa.
Em 2024, os advogados da influenciadora ingressaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com um habeas corpus e pedido de liminar para colocá-la em liberdade até o julgamento de uma revisão criminal apresentada ao Tribunal de Justiça do Rio. A defesa sustentou a existência de erro judiciário. Segundo os advogados, a condenação teria se apoiado principalmente em um reconhecimento fotográfico realizado na delegacia e argumentou que a distância entre São João de Meriti e a Lapa tornaria improvável a participação dela no crime investigado.
Apesar dos argumentos apresentados, o pedido não prosperou naquele momento. O Tribunal de Justiça do Rio negou a liminar requerida na revisão criminal por entender que não havia demonstração evidente de erro judiciário capaz de justificar a suspensão dos efeitos da condenação. O caso foi arquivado em 2024.
O nome da influenciadora voltou a aparecer em registros policiais em 2023. Em uma ocorrência de ameaça e lesão corporal, a denunciante afirmou sofrer perseguições e acusou Nicolly de exercer influência sobre pontos de prostituição de travestis em Campo Grande, na Zona Oeste.
A mais recente prisão aconteceu nesta segunda-feira (3). Policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio de agentes da 28ª DP (Praça Seca) e da 44ª DP (Inhaúma), cumpriram um mandado de prisão contra Nicolly em Paciência, Zona Oeste.
No imóvel, os agentes encontraram um Hyundai Creta azul, modelo 2022, além de terem apreendido um bastão de beisebol temático da Barbie, um bastão retrátil, um spray de pimenta e uma faca. Os objetos estavam dentro do automóvel.
A investigação que resultou na prisão começou após o relato de uma vítima que afirmou ter contratado um programa sexual na Rua Ceará, Praça da Bandeira, área conhecida pela concentração de casas noturnas e prostituição na Zona Norte.
Segundo o depoimento prestado à polícia, a vítima entrou em um Hyundai Creta azul para dar continuidade ao encontro, mas desistiu do programa. O homem relatou agressões, a perda de um cordão de ouro avaliado em cerca de R$ 14 mil e ter sido empurrado para fora do veículo.
A Polícia Civil informou que a vítima reconheceu Nicolly por fotografia e também identificou o perfil dela nas redes sociais. Os investigadores apontaram ainda semelhanças entre esse caso e outro inquérito em andamento, que apura roubos na região da Quinta da Boa Vista.
Podcast e 100 mil seguidores
O caso mais conhecido envolvendo a influenciadora ocorreu em 2019 e acabou resultando em condenação criminal. Segundo a acusação, uma vítima sofreu um roubo na madrugada de 6 de abril daquele ano, na Avenida Mem de Sá, na Lapa. Durante a ação, o homem teria perdido o telefone celular e sofrido um golpe de estilete no rosto.
A investigação resultou na condenação de Nicolly por roubo qualificado pelo resultado lesão grave. A pena fixada pela Justiça alcançou oito anos, quatro meses e 24 dias de prisão em regime fechado. A condenação, entretanto, passou a ser questionada pela defesa.
Em 2024, os advogados da influenciadora ingressaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com um habeas corpus e pedido de liminar para colocá-la em liberdade até o julgamento de uma revisão criminal apresentada ao Tribunal de Justiça do Rio. A defesa sustentou a existência de erro judiciário. Segundo os advogados, a condenação teria se apoiado principalmente em um reconhecimento fotográfico realizado na delegacia e argumentou que a distância entre São João de Meriti e a Lapa tornaria improvável a participação dela no crime investigado.
Apesar dos argumentos apresentados, o pedido não prosperou naquele momento. O Tribunal de Justiça do Rio negou a liminar requerida na revisão criminal por entender que não havia demonstração evidente de erro judiciário capaz de justificar a suspensão dos efeitos da condenação. O caso foi arquivado em 2024.
O nome da influenciadora voltou a aparecer em registros policiais em 2023. Em uma ocorrência de ameaça e lesão corporal, a denunciante afirmou sofrer perseguições e acusou Nicolly de exercer influência sobre pontos de prostituição de travestis em Campo Grande, na Zona Oeste.
A mais recente prisão aconteceu nesta segunda-feira (3). Policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio de agentes da 28ª DP (Praça Seca) e da 44ª DP (Inhaúma), cumpriram um mandado de prisão contra Nicolly em Paciência, Zona Oeste.
No imóvel, os agentes encontraram um Hyundai Creta azul, modelo 2022, além de terem apreendido um bastão de beisebol temático da Barbie, um bastão retrátil, um spray de pimenta e uma faca. Os objetos estavam dentro do automóvel.
A investigação que resultou na prisão começou após o relato de uma vítima que afirmou ter contratado um programa sexual na Rua Ceará, Praça da Bandeira, área conhecida pela concentração de casas noturnas e prostituição na Zona Norte.
Segundo o depoimento prestado à polícia, a vítima entrou em um Hyundai Creta azul para dar continuidade ao encontro, mas desistiu do programa. O homem relatou agressões, a perda de um cordão de ouro avaliado em cerca de R$ 14 mil e ter sido empurrado para fora do veículo.
A Polícia Civil informou que a vítima reconheceu Nicolly por fotografia e também identificou o perfil dela nas redes sociais. Os investigadores apontaram ainda semelhanças entre esse caso e outro inquérito em andamento, que apura roubos na região da Quinta da Boa Vista.
Podcast e 100 mil seguidores
Com mais de 100 mil seguidores no Instagram, Nicolly construiu uma imagem associada ao luxo, viagens internacionais, festas, camarotes e eventos. Nas redes sociais, aparecem registros de passagens por destinos como França, Inglaterra, Dubai e Maldivas. A influenciadora também administra um podcast e uma página de entretenimento. Paralelamente à exposição na internet, acumulou passagens por investigações policiais envolvendo roubos, agressões, exploração sexual e ameaças.
A reportagem de O DIA entrou em contato com a defesa de Nicolly Evangelista do Carmo por WhatsApp, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
A reportagem de O DIA entrou em contato com a defesa de Nicolly Evangelista do Carmo por WhatsApp, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
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