Publicado 18/08/2026 14:53 | Atualizado 18/08/2026 16:26
Rio - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou, nesta terça-feira (18), que suspendeu quatro empresas de voo panorâmico de helicóptero na cidade do Rio. Entre elas está a VRP, responsável pela aeronave que caiu na região da Vista Chinesa, na Zona Norte. O acidente matou quatro pessoas.
PublicidadeSegundo a Anac, 12 empresas possuem autorização para a prática no município. Até esta terça, nove haviam sido fiscalizadas. Os fiscais encontraram irregularidades em quatro: VRP, Broad Fly, Nobre Turismo e Mr. Top Fly.
A capital tem 46 helicópteros disponíveis para realizar esses passeios. Dos 18 já fiscalizados, nove sofreram suspensões.
"Até hoje, 50% das atividades de voo panorâmicos da cidade estão com alguma irregularidade. Esse é um número preocupante e altíssimo. É um cenário complexo de fiscalização. Nós já vínhamos no processo de fiscalização desde março. O que fizemos após os acidentes foi intensificar o trabalho de inteligência. Com esse processo de intensificação, tivemos alguns resultados. Sabemos que esse setor precisa de um olhar mais de perto", destacou Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac.
De acordo com Faierstein, os canais de comunicação da Agência estão abertos para denúncias. O diretor completou que também serão realizadas fiscalizações em táxis aéreos e em oficinas de manutenção de aeronaves.
"Todas as empresas e todos os helicópteros serão fiscalizados constantemente. Vão continuar acontecendo. Viajar de helicóptero no Rio será seguro", disse.
Também nesta terça, a Prefeitura do Rio anunciou a suspensão da operação de cinco empresas no heliponto da Lagoa, na Zona Sul. São elas: Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos LTDA, Be Faster Serviços Aéreos LTDA, Gabriel G. Aredes e Piloto Padrão Táxi Aéreo e Serviços de Manutenção Aeronáutica LTDA, Nobre Turismo Aéreo LTDA e Infinity Serviços Aéreos Especializados.
Procurado pela reportagem de O DIA, a empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos LTDA informou através do advogado Arnaldo Muniz, que a determinação é um "procedimento interno da ANAC para que a empresa possa comprovar o cumprimento das exigências." e que a empresa está no curso do cumprimento de todas as exigências.
Despedidas das vítimas
As três turistas colombianas, que morreram na queda do helicóptero na região da Vista Chinesa, foram veladas, neste domingo (16), no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Portuária. A cerimônia ficou restrita a familiares e amigos próximos.
O velório foi realizado com os três caixões colocados lado a lado, com uma foto de cada vítima aos pés. Um telão mostrou diversas imagens de Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofía Murillo, de 17. Um artista tocou músicas colombianas ao violão enquanto a despedida ocorreu.
No último sábado (15), o engenheiro Victor Manrique - filho, irmão e tio das vítimas, respectivamente - colocou flores e fotos dos familiares no mirante da Vista Chinesa, como forma de homenagem.
"Lembramos delas através do amor e não apenas da tristeza. Lembramos seus sorrisos, seus abraços, seus momentos felizes e todo o amor que compartilharam conosco. Esta oferenda representa nosso carinho e a nossa gratidão por terem feito parte de nossas vidas. Vocês viverão para sempre em nossos corações. Nós as amamos, sentimos saudades e jamais as esqueceremos", escreveu nas redes sociais.
O acidente também causou a morte do piloto Alessandro Rocha, de 40 anos. O enterro do comandante aconteceu no último dia 10, no Cemitério de São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Colaborou Leonardo Brito
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