Publicado 21/08/2026 14:31
Rio - Integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a barcos foram presos, nesta quinta-feira (20), em Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense. Segundo as investigações, em um dos casos, o grupo manteve as vítimas sob ameaça por cerca de uma hora e meia. Eles causaram um prejuízo maior a R$ 50 mil.
PublicidadeNa última quarta-feira (19), os criminosos abordaram uma lancha, nas proximidades da Praia do Laboratório. Na embarcação, havia uma bebê de 6 meses. Mesmo assim, os assaltantes mantiveram os ocupantes reféns por mais de uma hora sob ameaça de arma, roubaram joias e celulares, e exigiram transferências via PIX. O valor ultrapassou R$ 50 mil.
Após trabalho de inteligência e monitoramento em campo, policiais da 166ª DP (Angra dos Reis) rastrearam um dos celulares roubados e cruzaram informações sobre a venda de joias e saques bancários no Centro de Angra dos Reis.
Nesta quinta-feira (20), as equipes da delegacia, com apoio do 33º BPM (Angra dos Reis) e de agentes de segurança municipais, realizaram a Operação Pirata, cujo objetivo era desarticular a quadrilha. Segundo a Polícia Civil, o grupo mirava barcos na Baía da Ilha Grande e em áreas costeiras de Angra. Eles chegavam nas embarcações através de motos aquáticas. Cinco pessoas foram presas.
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Durante a apuração do caso, os agentes identificaram que o grupo utilizou o mesmo modo de operação em um crime ocorrido no dia 21 de julho.
As investigações continuam em andamento, com objetivo de impedir qualquer crime, seja na terra ou no mar.
Condutas individuais
De acordo com a corporação, Marcos Vitor dos Santos Avelar, de 22 anos, atuava como executor e liderança operacional. A Civil informou que o homem atuou diretamente na invasão à lancha e nas ameaças contra as vítimas. Ele também era o responsável por comercializar as joias roubadas e articular as contas de depósito.
Ainda segundo a Civil, o jovem tentou fugir da abordagem a pé pelo Centro de Angra e entrou em luta corporal com um policial civil, sendo contido e preso.
Marcos responde pelos crimes de roubo majorado pelo concurso de pessoas, emprego de arma de fogo e restrição de liberdade das vítimas, resistência e associação criminosa.
Kauan Luccas Tavares da Conceição, também de 22 anos, atuou como executor e piloto da moto aquática. A 166ª DP descobriu que ele também ameaçou os passageiros com uma arma, além de participar ativamente do roubo dos pertences e da extorsão. Ele responde por roubo majorado e associação criminosa.
Gabriel Carreira da Silva, 21, recebeu o revólver usado no assalto depois da fuga dos dois assaltantes. Ainda de acordo com a Civil, o homem escondeu a arma em um buraco no muro de sua casa - à pedido de Marcos - com objetivo de ocultar a prova do crime. Responde por roubo majorado.
Wesley dos Santos Pacheco de Oliveira, 21, deu a conta bancária pessoal para receber as transferências do dinheiro das vítimas. Segundo a Civil, ele fez isso por causa da promessa de compensação financeira. Além disso, acompanhou Marcos - seu irmão - em uma loja de comercialização de ouro e em um banco para os saques da quantia. Responde pelo crime de receptação.
Por último, Maria Aparecida Moreira de Alencar, de 58 anos, comprou as alianças roubadas das vítimas no valor de R$ 3,1 mil. A mulher é funcionária de uma loja de compra e venda no Centro de Angra. Durante depoimento, confessou que já havia comprado, do mesmo grupo criminoso, joias avaliadas em R$ 16 mil, fruto de um roubo anterior. Responde por receptação qualificada.
A 166ª DP representou pela conversão da prisão em flagrante de Marcos, Kauan e Gabriel para preventiva.
A reportagem não localizou a defesa dos integrantes da quadrilha. O espaço está aberto para manifestação.
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