Publicado 21/08/2026 16:47 | Atualizado 21/08/2026 17:47
Rio - Uma menina de 11 anos foi atropelada na calçada por uma motocicleta em alta velocidade enquanto saía da aula de dança na Rua Uberaba, no Grajaú, Zona Norte do Rio. Câmeras de segurança flagraram o acidente.
PublicidadeO caso aconteceu na noite da última quarta-feira (19). A O DIA, Priscilla Rocha, mãe de Malu Ayupp, conta que a criança estava saindo da aula quando foi surpreendida.
“Estava dentro do carro esperando ela sair. Eu estava olhando para ela. O portão travou e ela ficou tentando puxar. Na hora que ela abriu, foi coisa de segundos. Eu pisquei e ouvi um barulho enorme, tanto que achei que fosse tiroteio ou bomba. Quando abri o olho, não vi mais minha filha”, narra.
Nas imagens, é possível observar que Malu é atingida pelo veículo assim que passa pelo portão. Instantes depois, a menina se coloca de pé e é acudida pela mãe.
“Estava dentro do carro esperando ela sair. Eu estava olhando para ela. O portão travou e ela ficou tentando puxar. Na hora que ela abriu, foi coisa de segundos. Eu pisquei e ouvi um barulho enorme, tanto que achei que fosse tiroteio ou bomba. Quando abri o olho, não vi mais minha filha”, narra.
Nas imagens, é possível observar que Malu é atingida pelo veículo assim que passa pelo portão. Instantes depois, a menina se coloca de pé e é acudida pela mãe.
“Escutei ela [falando]: ‘Me ajuda, mãe’ e saí correndo. Ela veio com o braço esticado e achei que tinha quebrado alguma coisa. Levamos ela para dentro da escola de dança. Eu abracei e fiquei um tempinho agarrada com ela. Aí senti escorrendo alguma coisa na minha perna. Ela falava assim: ‘Não estou sentindo a minha perna’. Eu não tinha coragem de olhar para a perna dela”, diz.
Felizmente, Malu sofreu apenas alguns cortes e ficou com hematomas na lateral do corpo. Devido à pancada, a menina também sofreu uma pequena lesão no pulmão, mas que não é motivo de preocupação, segundo a médica.
“Levei ela para o Hospital Quinta D’Or. Ela levou sete pontos e está toda roxa. Dos males o menor. Ela está bem. Hoje já conseguiu colocar o pezinho no chão. A médica falou que a lesão do pulmão era por conta da queda, mas que não era para me preocupar. Não era uma lesão grave, mas disse para voltar 15 dias depois para fazer a tomografia”, conta.
Apesar do susto, a menina se preocupa apenas com a volta às aulas de dança. “Ela vai competir em um festival em Cabo Frio. A preocupação dela era assim: ‘Mãe, eu vou poder dançar?’”, recorda.
Segundo Priscilla, o motociclista havia acabado de fazer uma entrega no prédio ao lado quando atingiu a menina. Após o atropelamento, ele chegou a cair com o impacto e pediu desculpas. No entanto, disse que “nunca imaginava que fosse sair alguém do portão”.
“Aí eu comecei a gritar com ele. Eu falei: "Como assim? Você está na calçada, você está errado". E comecei a discutir com ele ali. Ele ficou quieto e permaneceu lá fora o tempo todo, deu o telefone. Só que eu fui cuidar da minha filha”, relata. “Se ele saiu próximo, como que ele acelera desse jeito?”, questiona.
A mãe da criança, porém, afirma que não pretende fazer o registro de ocorrência contra o motociclista.
“A minha preocupação agora é cuidar da minha filha. Eu tenho o contato dele, sei quem é, tenho a placa [da moto], tenho tudo, mas eu não quero. Graças a Deus, minha filha está aqui comigo, a minha filha está viva. Depois eu penso nisso. A consciência dele não está tranquila, ele viu a gravidade do acidente que causou. Eu só lembro de virar para ele na hora que estava saindo e ele olhar para minha cara aterrorizado. Tipo assim, ‘o que eu fiz?’. Eu entrego na mão de Deus e que seja feita a vontade dele”, diz.
De acordo com Priscilla, ações como a do motociclista, de trafegar pela calçada, são comuns na região e uma das maiores reclamações dos moradores.
“No mesmo dia, a minha amiga que me ajudou a socorrer ela falou: ‘Priscila, você acabou de sair, veio outra moto e passou do mesmo jeito’. Ali é constante. Nós, mães, estamos tentando pensar em algo para colocar alguma coisa ali, para cercar, porque são crianças a partir de 2 anos de idade que frequentam ali. Ali é comum. Se você ficar meia hora, vai ver cada absurdo que não tem noção, independente do horário”, denuncia.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), trafegar com o veículo pela calçada é considerado uma infração gravíssima. A penalidade resulta em uma multa de R$ 880,41 e adição de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Felizmente, Malu sofreu apenas alguns cortes e ficou com hematomas na lateral do corpo. Devido à pancada, a menina também sofreu uma pequena lesão no pulmão, mas que não é motivo de preocupação, segundo a médica.
“Levei ela para o Hospital Quinta D’Or. Ela levou sete pontos e está toda roxa. Dos males o menor. Ela está bem. Hoje já conseguiu colocar o pezinho no chão. A médica falou que a lesão do pulmão era por conta da queda, mas que não era para me preocupar. Não era uma lesão grave, mas disse para voltar 15 dias depois para fazer a tomografia”, conta.
Apesar do susto, a menina se preocupa apenas com a volta às aulas de dança. “Ela vai competir em um festival em Cabo Frio. A preocupação dela era assim: ‘Mãe, eu vou poder dançar?’”, recorda.
Segundo Priscilla, o motociclista havia acabado de fazer uma entrega no prédio ao lado quando atingiu a menina. Após o atropelamento, ele chegou a cair com o impacto e pediu desculpas. No entanto, disse que “nunca imaginava que fosse sair alguém do portão”.
“Aí eu comecei a gritar com ele. Eu falei: "Como assim? Você está na calçada, você está errado". E comecei a discutir com ele ali. Ele ficou quieto e permaneceu lá fora o tempo todo, deu o telefone. Só que eu fui cuidar da minha filha”, relata. “Se ele saiu próximo, como que ele acelera desse jeito?”, questiona.
A mãe da criança, porém, afirma que não pretende fazer o registro de ocorrência contra o motociclista.
“A minha preocupação agora é cuidar da minha filha. Eu tenho o contato dele, sei quem é, tenho a placa [da moto], tenho tudo, mas eu não quero. Graças a Deus, minha filha está aqui comigo, a minha filha está viva. Depois eu penso nisso. A consciência dele não está tranquila, ele viu a gravidade do acidente que causou. Eu só lembro de virar para ele na hora que estava saindo e ele olhar para minha cara aterrorizado. Tipo assim, ‘o que eu fiz?’. Eu entrego na mão de Deus e que seja feita a vontade dele”, diz.
De acordo com Priscilla, ações como a do motociclista, de trafegar pela calçada, são comuns na região e uma das maiores reclamações dos moradores.
“No mesmo dia, a minha amiga que me ajudou a socorrer ela falou: ‘Priscila, você acabou de sair, veio outra moto e passou do mesmo jeito’. Ali é constante. Nós, mães, estamos tentando pensar em algo para colocar alguma coisa ali, para cercar, porque são crianças a partir de 2 anos de idade que frequentam ali. Ali é comum. Se você ficar meia hora, vai ver cada absurdo que não tem noção, independente do horário”, denuncia.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), trafegar com o veículo pela calçada é considerado uma infração gravíssima. A penalidade resulta em uma multa de R$ 880,41 e adição de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
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