O homem foi localizado por agentes da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) em OlariaReprodução/Polícia Civil
Publicado 23/08/2026 17:25 | Atualizado 23/08/2026 17:33
Rio - O bebê de 3 meses que estava internado em estado gravíssimo após sofrer agressões morreu neste domingo (23), segundo informou o Grupo Prontobaby, dono do hospital onde a criança estava hospitalizada desde o dia 2 de julho. O pai foi preso no sábado (22), suspeito de ter provocado as lesões.
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Em nota, a unidade confirmou o óbito e informou que presta assistência aos familiares. O hospital também destacou que segue colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação. A vítima apresentava múltiplas lesões, incluindo fraturas, hemorragia e edema cerebral.

“O Grupo Prontobaby está prestando assistência aos familiares e permanece em comunicação e colaboração integral com as autoridades competentes, disponibilizando todas as informações e registros necessários para o esclarecimento dos fatos”, informou.
Segundo o hospital, o Conselho Tutelar foi acionado no mesmo dia da internação da criança.

“A unidade notificou o Conselho Tutelar conforme os protocolos aplicáveis a situações que demandam acompanhamento pela rede de proteção à criança e ao adolescente”, afirmou o comunicado.

Pai foi preso no sábado

No último sábado (22), a Polícia Civil prendeu o pai da criança, cuja identidade não será divulgada para preservar a vítima, durante uma operação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Ele foi localizado em Olaria, na Zona Norte.

As investigações apontaram que o bebê chegou ao hospital com um quadro considerado incompatível com as explicações apresentadas pelo investigado. Exames revelaram fraturas, hemorragia cerebral, edema cerebral, crises convulsivas e episódios de parada cardíaca.

De acordo com a Polícia Civil, já existia uma medida protetiva determinando o afastamento dele da criança.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após representação da DCAV. O suspeito foi autuado por maus-tratos qualificados e encaminhado ao sistema prisional.

Com a confirmação da morte da criança, a investigação deve ganhar novos desdobramentos. A Polícia Civil deverá analisar a reclassificação do crime inicialmente atribuído ao pai, já que o bebê não resistiu às lesões sofridas.

A reportagem tenta o contato com a defesa do preso. O espaço permanece aberto para manifestações.
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