Heliday Lima Dalabenete é motorista de aplicativo há 2 anosReprodução
Por Isabele Benito
Publicado 26/03/2021 00:00 | Atualizado 28/03/2021 16:10
“Das sete da manhã às sete da noite... E se precisar, a gente vara a madrugada!”

Voz de locutora e uma simpatia que falta a muita gente...

Heliday Lima Dalabenete é uma das milhares de brasileiras, mães e arrimos de famílias espalhadas por esse Brasil.

Por 12 anos, foi técnica de enfermagem. Saiu para ter o filho há 2 anos. Quando veio a pandemia e o marido ficou desempregado, ela recebeu oferta para voltar ao trabalho, mas na linha de frente, mãe de 4 filhos e asmática, preferiu o campo desconhecido das ruas do que enfrentar o risco iminente de contrair a doença.

Para sobreviver, alugou um carro e foi ser motorista de aplicativo.

“Eu imaginava os riscos, mas não tantos”.

Ama dirigir, conhece o Rio de ponta a ponta, mas à frente do volante, já passou por várias.

“Cruzei uma favela com traficante me escoltando e falando que se eu não tivesse com o pisca ligado, ele desconfiaria de ‘cana’ e teria passado o aço”.

Em outra situação, um playboy da zona sul pediu para que ela mudasse a rota e parasse na boca de fumo... Tudo para que ele cheirasse no banco de trás.

“Ele foi rude e como mulher era impossível de enfrentá-lo louco daquele jeito!”

E não para por aí... O último susto foi um tiroteio na Baixada!

Mas para ela, nada dá mais medo do que ter que desistir do sustento da casa. Isso porque se a prefeitura taxar os motoristas, a corrida que hoje já está muito baixa, vai ficar impossível de trabalhar.

Combustível cada vez mais caro, oferta grande e mais taxas, não vai compensar!

A única alternativa seria voltar para o hospital, mas só quando tudo isso passar. Até lá, essa mãezona vai continuar nas guerras da rua, para levar a comida para casa.
TÁ FEIO!
Moradores da comunidade das Pedrinhas, em Santa Cruz, reclamam do abandono do poder públicoReprodução
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No muro, tá lá o aviso... Mas a montanha de entulho é tão grande que pelo visto ninguém lê!
Olhem bem o estado da Rua Rocha Lima, na comunidade das Pedrinhas, em Santa Cruz. É lixo para tudo que é lado! E pra piorar, segundo os moradores, o canal que cruza a rua não recebe uma dragagem há um tempão.
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Detalhe: tudo pertinho de uma Clínica da Família!
"Fica essa montanha de lixo aí e ninguém vem recolher. Aí quando chove, tudo cai no rio e alaga... Fora o cheiro e os bichos que a gente tem que aguentar", conta uma moradora.
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Como é que pode viver assim? Ainda mais agora, onde higiene é primordial!
A coluna foi atrás da Comlurb, que informou que a limpeza nas Pedrinhas está normal, realizada regularmente 3 vezes por semana, porém o local é um ponto crítico de descarte irregular de entulho. Eles afirmaram que a remoção será feita mais uma vez.
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Procuramos também a Rio-Águas, que disse que vai realizar vistoria no canal, para avaliação dos serviços necessários.
Se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... É isso que a gente quer, mão na massa, e tenho dito!
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