Publicado 01/06/2026 15:26
Pádua - Resgatado pelo Corpo de Bombeiros e Guarda Ambiental de Santo Antônio de Pádua (RJ). no dia 13 de maio, um bugio ruivo (espécie de macaco em extinção) - que rondava as árvores e residências no município – foi solto no final da semana no Parque Estadual do Desengano, na região norte do estado do Rio de Janeiro.
PublicidadeA ação coube ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, em conjunto com o Instituto BW e a Guarda Ambiental do município, depois de o animal passar por todos os protocolos clínicos e laboratoriais necessários para avaliação do seu estado de saúde.
Foram realizados exames físicos, monitoramento comportamental e acompanhamento veterinário contínuo durante o período: “Após a conclusão das avaliações, ele foi vacinado contra febre amarela pelo Centro de Primatologia do Rio de Janeiro e teve sua reintegração ao ambiente natural autorizada”, explica o gestor do Parque Estadual do Desengano, Heron da Costa.
Segundo Costa, para possibilitar o monitoramento do animal após a soltura e acompanhar sua adaptação em vida livre, foi realizada a marcação individual por meio da retirada de pelos da cauda “O procedimento visa acompanhar o comportamento e integração do bugio ao ambiente, contribuindo para a avaliação do sucesso da reintrodução”.
O gestor assinala que para a soltura foi selecionado o Refúgio dos Bugios, que fica em área reconhecida pela ocorrência frequente da espécie e por suas condições favoráveis a sua conservação: “O monitoramento realizado após o surto de febre amarela (2016–2018) evidenciou uma redução drástica das populações de bugios em toda a região”.
PAPEL ECOLÓGICO - Costa ressalva que esforços contínuos de acompanhamento vêm indicando um processo consistente de recuperação populacional, ainda que em ritmo natural: “A soltura deste bugio é um momento extremamente importante também pelo papel ecológico fundamental que esses primatas desempenham nos ecossistemas florestais”, pontua a Vice-presidente e coordenadora de Veterinária do IBW, Paula Baldassin.
Um dos desempenhos do animal é na dispersão de sementes e manutenção da biodiversidade: “Cada retorno à natureza representa o resultado de um trabalho técnico criterioso, conduzido de forma integrada entre manejo, medicina veterinária e conservação da fauna silvestre” enfatiza Paula Baldassin, apontando que o bugio-ruivo é ameaçado de extinção.
Q espécie é protegida por lei, e atendida pelo Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e das Preguiças-de-coleira (PAN-PPMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade: “Essa ação de soltura está alinhada e autorizada pelo Programa de Manejo Populacional da espécie”.
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