Em São Gonçalo, o poder público reforça as ações de enfrentamento à violência contra criança e adolescente.Divulgação - Foto: Júlio Diniz
Publicado 19/05/2023 09:57
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O município de São Gonçalo, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), através da Secretaria de Assistência Social, assinou uma carta-compromisso se comprometendo a desenvolver ações preventivas de combate à violência contra crianças e adolescentes. O ato aconteceu, nesta quinta-feira (18), durante um seminário realizado pela Subsecretaria da Infância e Adolescência, no auditório da Uerj São Gonçalo, no bairro Patronato.
“É preciso encerrar ciclos de violência para que uma pessoa abusada não vire um abusador. Vamos seguir reforçando as ações de enfrentamento à violência contra criança e adolescente que realizamos no município e, para isso, contamos com todos os órgãos responsáveis, como as secretarias de Saúde e de Educação, o poder legislativo, os conselhos tutelares e o Ministério Público, além da sociedade civil, para encerrar esse ciclo de violência”, disse o secretário de Assistência Social, Edinaldo Basílio.
“Dados mostram que, a cada hora, três crianças são abusadas no Brasil. Isso revela que a questão não é apenas uma responsabilidade do setor público, mas sim de toda a sociedade, assim como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. E essa responsabilidade também vem através das denúncias. É muito importante que todo cidadão que desconfie ou saiba de algum ato de violência denuncie, porque assim poderemos apurar e agir no caso”, completou Alan Rodrigues, subsecretário da Infância e Adolescência,
Responsável pela Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Ana Cristina da Silva destacou o papel da Sala Lilás, que oferece atendimento humanizado para as mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência física ou sexual. O equipamento, que fica sediado no Instituto Médico Legal de Tribobó, registrou de janeiro a abril deste ano 167 casos de violência contra crianças.
“É preciso falar sobre violência contra crianças e adolescentes o ano inteiro. Nós, da Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, atuamos diretamente com casos de violência contra as mulheres e sabemos os danos e consequências que a agressão tem na primeira infância, pois grande parte desses abusos acontece dentro de um ambiente familiar. A maioria das mulheres violentadas que chegam na Sala Lilás está acompanhada de seus filhos, muitos deles ainda crianças, que consequentemente já estão passando por episódios de violência”, relatou Ana Cristina.
Representando os conselheiros tutelares do município, Gisele Paiva falou sobre o aumento de casos de violência durante a pandemia e a importância de ficar atento às atitudes das crianças e adolescentes.
“É preciso observar o comportamento das crianças e dos adolescentes porque o abuso dá sinais. Se a criança apresenta um comportamento diferente do habitual, é preciso investigar. E o Conselho Tutelar está sempre à disposição para atender todas as demandas do município”, garantiu Gisele.
Também compuseram a mesa a subsecretaria de Gestão Integrada e Projeto Especiais, Julia Sobreira; o coordenador de Assuntos Religiosos, Carlos Ferrugem; a coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, Cleise Moreira; e a representante do Canal Futura, Luana Dias.
Com a ideia de sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre a necessidade de enfrentar a violência contra a criança e o adolescente em todos os seus níveis, durante a tarde desta quinta, a Subsecretaria também realizou uma ação na Praça Luiz Palmier, com distribuição de materiais informativos sobre os locais de atendimento a situações de violência, além da promoção de atividades lúdicas e integrativas e oficinas de pintura e expressão corporal.
Em casos de suspeita ou conhecimento de qualquer violação de direitos contra crianças e adolescentes, denuncie através dos seguintes canais:
. Disque 100, serviço gratuito que funciona 24h nos sete dias da semana;
. Conselho Tutelar;
. Polícia Civil e delegacias especializadas;
. Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal;
. Para crimes na internet https://new.safernet.org.br/denuncie.
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