A operação do centro logístico da Amazon em São João de Meriti passou a integrar também a agenda ambiental do municípioDivulgação
Publicado 27/04/2026 18:31
São João de Meriti - A operação do centro logístico da Amazon em São João de Meriti passou a integrar também a agenda ambiental do município. Licenciado pela Secretaria Municipal de Ambiente, Mudanças do Clima e Bem-Estar Animal, o empreendimento vem cumprindo regularmente as condicionantes estabelecidas no processo de licenciamento, incluindo uma medida compensatória voltada à ampliação da arborização urbana.
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Entre as obrigações assumidas está o plantio de 56 árvores por mês, durante toda a vigência da Licença de Operação, como parte das medidas ambientais vinculadas à atividade. A iniciativa integra ações previstas no Código Ambiental do município (Lei nº 2.541/2025) e reforça o uso do licenciamento ambiental como instrumento de indução de melhorias urbanas permanentes.
Segundo o secretário municipal de Ambiente, Mudanças do Clima e Bem-Estar Animal, Antonio Marcos Barreto, o modelo adotado no licenciamento da unidade acompanha uma tendência mais recente da política ambiental urbana brasileira, que busca vincular compensações ambientais não apenas à fase de implantação dos empreendimentos, mas também à sua operação.
“Estamos adotando em São João de Meriti um modelo de compensação ambiental contínua, associado ao funcionamento do empreendimento. Isso permite que os benefícios ambientais se estendam ao longo do tempo e fortaleçam políticas estruturantes como a arborização urbana e a adaptação climática nas cidades. Esperamos que iniciativas como essa possam inspirar novas adesões por parte de outros empreendimentos, de forma colaborativa e sem resistências, ampliando os ganhos ambientais para toda a cidade”, afirmou.
Especialistas apontam que medidas desse tipo vêm ganhando espaço na gestão ambiental municipal brasileira, especialmente após o fortalecimento das competências locais previsto na Lei Complementar nº 140/2011, que consolidou o papel dos municípios no licenciamento ambiental de impacto local.
No caso de São João de Meriti, a compensação associada à operação do centro logístico contribui diretamente para a expansão da cobertura vegetal urbana — uma estratégia considerada relevante em áreas densamente urbanizadas da Baixada Fluminense, onde ações de arborização têm impacto direto sobre conforto térmico, drenagem urbana e qualidade ambiental.
Além do cumprimento da condicionante ambiental, a empresa deverá receber da Secretaria Municipal de Ambiente uma certificação institucional referente à execução da medida compensatória, documento que poderá ser utilizado pela companhia em seus relatórios e práticas de ESG, reforçando o registro formal da contribuição ambiental associada à sua operação no município.
Para o prefeito Leo Vieira, a iniciativa demonstra a possibilidade de conciliar crescimento econômico com compromissos ambientais locais.
“É um exemplo de que é possível atrair investimentos importantes para a cidade e, ao mesmo tempo, garantir que eles contribuam com melhorias ambientais concretas para a população”, declarou.
A adoção de medidas compensatórias contínuas vinculadas à operação dos empreendimentos é considerada por técnicos da área ambiental uma das frentes mais recentes da política urbana sustentável no país. No caso de São João de Meriti, a execução dessa condicionante por parte da Amazon vem sendo acompanhada pelo órgão ambiental municipal como parte das obrigações estabelecidas no processo de licenciamento.
A experiência local reforça uma tendência crescente de integração entre licenciamento ambiental e políticas públicas urbanas, especialmente em áreas como arborização, adaptação climática e qualificação ambiental das cidades.
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