Gisele conquistou a 3ª colocação no Panamericano de 2025Acervo pessoal
Publicado 26/08/2025 14:39
Com apenas três anos de carreira, Gisele Lourenço, atleta teresopolitana de Powelifting (modalidade esportiva de levantamento de peso), já figura entre as 10 mulheres mais fortes do mundo em sua categoria. Fascinada por esportes de competição desde jovem, ela foi apresentada ao Powerlifting em janeiro de 2022 e, apenas dois meses depois, conquistou seu primeiro título como campeã e melhor atleta feminino em um campeonato nacional.

Ao longo de sua trajetória, acumula títulos importantes: campeã sul-americana, bicampeã brasileira, tricampeã estadual e terceira colocada no Panamericano. Um dos momentos mais marcantes para a atleta foi a convocação para representar o Brasil em competições internacionais, onde pôde ouvir o hino nacional no lugar mais alto do pódio no Sulamericano.

Para ela, vestir a camisa do Brasil em um campeonato mundial vai muito além do esporte: "É carregar no peito a bandeira do nosso país e mostrar que nós, atletas, podemos alcançar o mundo mesmo enfrentando tantas dificuldades", afirma.
Desafio duplo: superação nos treinos e custos para representar o Brasil no Mundial
Gisele se prepara para o próximo desafio, o campeonato mundial na África do Sul em outubro, focada em dar o seu melhor e escrever mais um capítulo de superação em sua carreira, enfrentando adversárias de países fortes como Estados Unidos e Canadá, mas sempre com a meta de superar seus próprios limites. Mas mesmo com todo treino e preparo, existe um obstáculo que a atleta ainda precisa superar para representar Teresópolis e o Brasil no mundial, o alto custo financeiro da viagem.
"O maior desafio é financeiro. Como o Powerlifting não é esporte olímpico, todas as despesas são custeadas pelo próprio atleta: inscrição, passagem aérea, hospedagem, alimentação e até exames antidoping. Conciliar rotina de treinos intensos com trabalho e vida pessoal exige muita disciplina", revela.
A atleta também aponta formas de apoio: empresas e pessoas podem contribuir por meio de patrocínios ou parcerias, ajudando a custear viagens e competições. "Cada apoio faz diferença para que eu consiga representar o Brasil e buscar uma medalha mundial", completa.

Ela destaca que o levantamento de peso feminino ainda não recebe a atenção e investimento que merece no Brasil: "Falta visibilidade, apoio e incentivo real. Precisamos ser mais valorizadas e ter espaço na mídia para inspirar outras mulheres".

Apesar das adversidades, sua motivação é inspiradora. Após uma cirurgia na coluna e muitos céticos sobre seu retorno ao esporte, ela transformou dúvidas em combustível para seguir em frente. "O esporte me mostrou que limites existem para serem superados. Acreditem em vocês mesmas, persistam e nunca desistam dos seus sonhos", deixa como mensagem para meninas e mulheres que desejam seguir no esporte de alta performance.
Quem quiser ajudar a Gisele a representar a cidade e o país no mundial, pode entrar em contato com atleta pelo Instagram @gigilourenco.
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