Publicado 10/08/2026 18:59
Teresópolis recebe, nos dias 29 e 30 de agosto, um evento dedicado à discussão sobre paralisia cerebral, reunindo profissionais de saúde, estudantes, pesquisadores, familiares e pessoas que convivem com a condição. A quarta edição do Paralisia em Foco será realizada no UNIFESO – Centro Universitário Serra dos Órgãos e tem expectativa de reunir cerca de 300 participantes.
A programação aborda diferentes aspectos relacionados ao diagnóstico, tratamento, reabilitação e qualidade de vida das pessoas com paralisia cerebral. A proposta é promover a troca de conhecimentos entre diferentes áreas e aproximar profissionais, famílias e pessoas com deficiência das informações produzidas pela ciência e da experiência prática.
No primeiro dia, 29 de agosto, serão discutidos temas como diagnóstico precoce, tratamento do pé, reabilitação e abordagens cirúrgicas. A programação também terá uma mesa redonda sobre os desafios enfrentados pelas famílias, com a participação de mães de pessoas com paralisia cerebral.
No dia 30, os assuntos incluem terapia ocupacional, nutrição, comunicação, tecnologia assistiva e tratamentos relacionados ao quadril pediátrico e à ortopedia em adultos com paralisia cerebral.
Entre os especialistas convidados está o ortopedista Filipe Barcellos, do Hospital Israelita Albert Einstein e fundador do evento, que participa da programação nos dois dias e fará a abertura oficial. Também estão confirmados o ortopedista pediátrico Fernando Oliveira e o neurocirurgião pediátrico Francisco Alencar.
Piloto petropolitano com paralisia cerebral participa da programação
Um dos momentos da programação do dia 30 será a participação de Douglas Mattos, piloto de kart com paralisia cerebral. Natural de Petrópolis, na Região Serrana, ele atualmente disputa o Campeonato Carioca de Kart e se prepara para a segunda metade da temporada da AMG Cup Brasil, competição de turismo com carros Mercedes-Benz.
Douglas começou no automobilismo em 2022 e, desde então, passou a disputar competições oficiais. Em Interlagos, chegou a atingir 200 km/h e transformou a experiência nas pistas em uma forma de mostrar novas possibilidades para pessoas com deficiência.
Durante o evento, o piloto pretende compartilhar sua trajetória com profissionais de saúde, estudantes, famílias e pessoas com paralisia cerebral.
“Quero abordar minha história e mostrar para todos que dá para fazer. Não é impossível. É muito difícil e complicado viver sendo neurodivergente, mas dá para viver, dá para ter qualidade de vida e dá para conseguir administrar as coisas boas que a vida leva”, afirma.
Além das competições, Douglas se prepara para um projeto que busca a homologação de placas do Guinness World Records. A intenção é registrar a marca de primeiro piloto com paralisia cerebral a conduzir, sem adaptações, veículos de tração traseira, tração dianteira, kart e rally.
Para ele, a principal mensagem que pretende levar às famílias durante o encontro é de que a condição não precisa determinar os limites de uma pessoa.
“O que eu mais quero que essas famílias levem para casa é esperança, oportunidade e que não desistam da vida. Muita gente entrega limitação onde eu enxerguei possibilidade”, diz.
A programação aborda diferentes aspectos relacionados ao diagnóstico, tratamento, reabilitação e qualidade de vida das pessoas com paralisia cerebral. A proposta é promover a troca de conhecimentos entre diferentes áreas e aproximar profissionais, famílias e pessoas com deficiência das informações produzidas pela ciência e da experiência prática.
No primeiro dia, 29 de agosto, serão discutidos temas como diagnóstico precoce, tratamento do pé, reabilitação e abordagens cirúrgicas. A programação também terá uma mesa redonda sobre os desafios enfrentados pelas famílias, com a participação de mães de pessoas com paralisia cerebral.
No dia 30, os assuntos incluem terapia ocupacional, nutrição, comunicação, tecnologia assistiva e tratamentos relacionados ao quadril pediátrico e à ortopedia em adultos com paralisia cerebral.
Entre os especialistas convidados está o ortopedista Filipe Barcellos, do Hospital Israelita Albert Einstein e fundador do evento, que participa da programação nos dois dias e fará a abertura oficial. Também estão confirmados o ortopedista pediátrico Fernando Oliveira e o neurocirurgião pediátrico Francisco Alencar.
Piloto petropolitano com paralisia cerebral participa da programação
Um dos momentos da programação do dia 30 será a participação de Douglas Mattos, piloto de kart com paralisia cerebral. Natural de Petrópolis, na Região Serrana, ele atualmente disputa o Campeonato Carioca de Kart e se prepara para a segunda metade da temporada da AMG Cup Brasil, competição de turismo com carros Mercedes-Benz.
Douglas começou no automobilismo em 2022 e, desde então, passou a disputar competições oficiais. Em Interlagos, chegou a atingir 200 km/h e transformou a experiência nas pistas em uma forma de mostrar novas possibilidades para pessoas com deficiência.
Durante o evento, o piloto pretende compartilhar sua trajetória com profissionais de saúde, estudantes, famílias e pessoas com paralisia cerebral.
“Quero abordar minha história e mostrar para todos que dá para fazer. Não é impossível. É muito difícil e complicado viver sendo neurodivergente, mas dá para viver, dá para ter qualidade de vida e dá para conseguir administrar as coisas boas que a vida leva”, afirma.
Além das competições, Douglas se prepara para um projeto que busca a homologação de placas do Guinness World Records. A intenção é registrar a marca de primeiro piloto com paralisia cerebral a conduzir, sem adaptações, veículos de tração traseira, tração dianteira, kart e rally.
Para ele, a principal mensagem que pretende levar às famílias durante o encontro é de que a condição não precisa determinar os limites de uma pessoa.
“O que eu mais quero que essas famílias levem para casa é esperança, oportunidade e que não desistam da vida. Muita gente entrega limitação onde eu enxerguei possibilidade”, diz.

Evento
Criado em 2025, o Paralisia em Foco chega à quarta edição com uma proposta multidisciplinar e reúne profissionais de diferentes áreas para discutir aspectos relacionados à paralisia cerebral.
Segundo a organização, entre os principais desafios enfrentados atualmente estão o acesso ao acompanhamento multiprofissional, o diagnóstico precoce, a informação de qualidade e a inclusão social.
A paralisia cerebral é a deficiência motora mais comum diagnosticada na infância. De acordo com dados divulgados pela organização, cerca de 18 milhões de pessoas vivem com a condição no mundo e aproximadamente 500 mil no Brasil.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas pela plataforma Sympla. Há opções individuais, combo familiar e pacote para equipes multidisciplinares. Também é possível participar de apenas um dos dias do evento.
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