Publicado 31/08/2026 18:00
Cinco homens foram presos em flagrante após uma mulher trans ser vítima de um ataque com faca durante um evento de batalha de rimas realizado na noite de sexta-feira (28), em Teresópolis. A investigação da Polícia Civil trata o caso como tentativa de feminicídio e apura uma possível motivação transfóbica.
A vítima, Roque Marciano, de 32 anos, foi ferida na região das costelas e sofreu uma perfuração no pulmão. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas de Teresópolis Constantino Ottaviano (HCTCO), onde permanece internada. Segundo informações divulgadas, seu estado de saúde é estável.
Os presos foram identificados como Emanuel Moura Cordeiro Boaventura, Wesley de Souza Pimentel, Daniel Portela Esteves, Paulo Ricardo do Vale Almeida e Matheus Maia Lopes de Souza.
Segundo a Polícia Civil, Emanuel é apontado pela investigação como o homem que teria desferido os golpes contra a vítima. Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele uma faca preta com manchas de sangue. O registro da ocorrência também aponta a presença de sangue em suas mãos.
Com Wesley, foram apreendidos outro objeto perfurocortante, uma balaclava e um par de luvas. Todo o material recolhido deverá passar por análise pericial.
As prisões ocorreram nas proximidades da Feirarte, na Praça Higino da Silveira, no bairro do Alto. Para a Polícia Civil, há indícios de que os cinco homens tenham atuado conjuntamente durante a ocorrência.
A investigação também considera a identidade de gênero da vítima como um possível elemento relacionado à motivação do crime. De acordo com informações da corporação, os suspeitos já eram acompanhados havia cerca de dois anos em razão de denúncias envolvendo a disseminação de discursos de ódio e episódios de intolerância. Os investigadores também apuram a identificação do grupo com ideologia neonazista.
Imagens de câmeras instaladas na região e vídeos feitos por pessoas que acompanhavam o evento devem ajudar a Polícia Civil a reconstruir a sequência dos acontecimentos e esclarecer a participação de cada investigado.
A autoridade policial pediu à Justiça que as prisões em flagrante sejam convertidas em prisões preventivas. O caso segue sob investigação.
A vítima, Roque Marciano, de 32 anos, foi ferida na região das costelas e sofreu uma perfuração no pulmão. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas de Teresópolis Constantino Ottaviano (HCTCO), onde permanece internada. Segundo informações divulgadas, seu estado de saúde é estável.
Os presos foram identificados como Emanuel Moura Cordeiro Boaventura, Wesley de Souza Pimentel, Daniel Portela Esteves, Paulo Ricardo do Vale Almeida e Matheus Maia Lopes de Souza.
Segundo a Polícia Civil, Emanuel é apontado pela investigação como o homem que teria desferido os golpes contra a vítima. Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele uma faca preta com manchas de sangue. O registro da ocorrência também aponta a presença de sangue em suas mãos.
Com Wesley, foram apreendidos outro objeto perfurocortante, uma balaclava e um par de luvas. Todo o material recolhido deverá passar por análise pericial.
As prisões ocorreram nas proximidades da Feirarte, na Praça Higino da Silveira, no bairro do Alto. Para a Polícia Civil, há indícios de que os cinco homens tenham atuado conjuntamente durante a ocorrência.
A investigação também considera a identidade de gênero da vítima como um possível elemento relacionado à motivação do crime. De acordo com informações da corporação, os suspeitos já eram acompanhados havia cerca de dois anos em razão de denúncias envolvendo a disseminação de discursos de ódio e episódios de intolerância. Os investigadores também apuram a identificação do grupo com ideologia neonazista.
Imagens de câmeras instaladas na região e vídeos feitos por pessoas que acompanhavam o evento devem ajudar a Polícia Civil a reconstruir a sequência dos acontecimentos e esclarecer a participação de cada investigado.
A autoridade policial pediu à Justiça que as prisões em flagrante sejam convertidas em prisões preventivas. O caso segue sob investigação.
Coletivo LGBTere se manifesta
Em nota divulgada após o ataque, o Coletivo LGBTere manifestou solidariedade a Roque e classificou o episódio como consequência de um ambiente de intolerância que, segundo a entidade, já vinha sendo denunciado anteriormente no município. O grupo afirmou que os suspeitos seriam ligados a um grupo de ideologia neonazista e destacou que denúncias sobre a atuação dos envolvidos já haviam sido feitas no início deste ano.
A nota também relembra episódios ocorridos durante o período eleitoral de 2024, quando, segundo o coletivo, Rebecca Alves teria sido alvo de perseguição e ataques de caráter transfóbico. No posicionamento, a entidade repudiou qualquer forma de violência contra pessoas LGBTQIA+, mulheres trans, pessoas negras e defensores dos direitos humanos e afirmou que “Teresópolis não é território livre para o nazismo”.
O Coletivo LGBTere encerrou a manifestação defendendo organização e resistência contra o fascismo, o neonazismo e outras formas de discurso e violência motivadas pelo ódio.
Em nota divulgada após o ataque, o Coletivo LGBTere manifestou solidariedade a Roque e classificou o episódio como consequência de um ambiente de intolerância que, segundo a entidade, já vinha sendo denunciado anteriormente no município. O grupo afirmou que os suspeitos seriam ligados a um grupo de ideologia neonazista e destacou que denúncias sobre a atuação dos envolvidos já haviam sido feitas no início deste ano.
A nota também relembra episódios ocorridos durante o período eleitoral de 2024, quando, segundo o coletivo, Rebecca Alves teria sido alvo de perseguição e ataques de caráter transfóbico. No posicionamento, a entidade repudiou qualquer forma de violência contra pessoas LGBTQIA+, mulheres trans, pessoas negras e defensores dos direitos humanos e afirmou que “Teresópolis não é território livre para o nazismo”.
O Coletivo LGBTere encerrou a manifestação defendendo organização e resistência contra o fascismo, o neonazismo e outras formas de discurso e violência motivadas pelo ódio.
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