GAEJURI/MPRJ obteve a condenaçãoFoto: Divulgação/MPRJ
Publicado 11/06/2026 16:49
Três Rios - O Tribunal do Júri de Três Rios condenou, nesta terça-feira (9), Diovani Costa da Silva, conhecido como "Guim", a 22 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menores. A decisão atende à denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ).
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Diovani foi responsabilizado pela morte de Jordan Marcelo Lima de Souza Arnizau, assassinado a tiros em abril de 2024. De acordo com o Ministério Público, o crime teve relação com a atuação da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e com disputas pelo domínio territorial na região.
Durante o julgamento, as promotoras de Justiça Mariáh Paixão e Rita Cid sustentaram que o homicídio foi motivado por interesses da organização criminosa e apresentaram laudos periciais, depoimentos e outras provas produzidas ao longo da investigação. A sessão também foi acompanhada pela promotora de Justiça Gabriela Lopes, titular da Promotoria de Justiça de Três Rios responsável pelo caso.
Segundo as investigações, Diovani e outro acusado contaram com a participação de dois adolescentes para executar o crime. O grupo teria cercado a vítima para impedir qualquer possibilidade de fuga. Jordan ainda tentou escapar, mas foi atingido por diversos disparos. O corréu responde ao processo em separado.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo as qualificadoras descritas na denúncia e a prática do crime de corrupção de menores, em razão do envolvimento direto dos adolescentes na execução do homicídio.
Para a coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora de Justiça Simone Sibilio, a condenação representa uma resposta do sistema de Justiça a crimes violentos relacionados à criminalidade organizada.
"A condenação reafirma a efetividade da atuação do Tribunal do Júri no enfrentamento de crimes violentos ligados à criminalidade organizada e representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de uma execução praticada com extrema gravidade", destacou.
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