Publicado 19/12/2025 14:08
Vassouras - O dia 17 de dezembro entrou para a história de Vassouras. Após anos de espera, a Casa do Barão de Vassouras foi oficialmente entregue à população, não apenas como um imóvel restaurado, mas como um símbolo vivo de resgate da memória, da identidade e do pertencimento do povo vassourense.
A reabertura foi marcada por um momento carregado de significado: mestres e mestras jongueiros retornaram ao casarão pela porta da frente, cantando, dançando e contando, por meio da roda de jongo, a história de um povo que ajudou a construir a cidade com sangue, suor, resistência e cultura.
Jongo e patrimônio caminhando juntos
PublicidadeA reabertura foi marcada por um momento carregado de significado: mestres e mestras jongueiros retornaram ao casarão pela porta da frente, cantando, dançando e contando, por meio da roda de jongo, a história de um povo que ajudou a construir a cidade com sangue, suor, resistência e cultura.
Jongo e patrimônio caminhando juntos
A apresentação da roda de jongo, conduzida pelos mestres Cláudia Mamede e Pretinho (Vassouras), Fatinha (Pinheiral), Edgar (Arrozal) e Adriane (Barra do Piraí) emocionou autoridades e moradores. Em sua fala, Mamede destacou o momento como um marco histórico:
“Hoje estamos vivendo um momento de resgate. Sinto que hoje, jongo e patrimônio estão caminhando juntos. Quando vemos os casarões sendo reinaugurados e nós, entrando espontaneamente pela porta da frente, cantando, dançando, livres, sendo homenageados, isso é sinal de que toda luta, toda resistência está valendo a pena”
Segundo ela, o jongo deixa de ocupar apenas os espaços externos e passa a ser reconhecido dentro dos patrimônios oficiais da cidade.
“Até então, a gente lutava do lado de fora. Hoje estamos aqui, lutando do lado de dentro. O jongo conta a história do povo negro através da nossa cantiga e da nossa dança. Hoje estamos sendo ouvidos e reconhecidos como parte da construção dessa cidade, dessa região e desse país.”
Uma casa que volta a ser do povo
Durante a cerimônia, a prefeita Rosi ressaltou o significado da entrega e reforçou que o casarão não pertence à administração pública, mas à população.
“Essa casa não pertence à Prefeitura. Essa casa pertence ao povo. Cabe a todos nós preservar, cuidar e respeitar esse patrimônio para que ele continue contando a nossa história por muitos e muitos anos.”
A prefeita agradeceu a parceria com o IPHAN, as instituições envolvidas, os servidores municipais, vereadores e o ex-prefeito Severino Dias, destacando que a obra foi fruto de diálogo, esforço coletivo e compromisso com o futuro, sem esquecer do passado.
“Inaugurar a Casa do Barão de Vassouras é reafirmar que governar é cuidar. Cuidar das pessoas, da história e do futuro, sempre com amor, responsabilidade e de coração aberto.”
Presença do Ministério da Cultura e fortalecimento das cidades históricas
Representando a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, Roberta Cristina Marins, destacou a importância de Vassouras no cenário nacional e elogiou a gestão municipal.
“Estou vendo que o trabalho com o patrimônio aqui na cidade tem o dedo da prefeita. Existe uma geração de mulheres na política e na gestão que resolve, que faz acontecer.”
Roberta também ressaltou a retomada, pelo Governo Federal, de uma visão integrada entre patrimônio, cultura e desenvolvimento:
“O desenvolvimento não é só econômico. É o desenvolvimento das pessoas que transformam os lugares. A cultura é central nesse processo. Precisamos olhar para as cidades pequenas e médias, e estendemos a nossa solidariedade e sobretudo a nossa parceria com Vassouras”.
Patrimônio que gera identidade, cultura e desenvolvimento
A entrega da Casa do Barão marca a primeira etapa de um projeto maior, que transformará o espaço em um centro cultural multiuso, voltado às manifestações culturais, exposições, oficinas, eventos e atividades ligadas à memória local, com destaque para o jongo, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN.
De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Patrimônio Histórico, a recuperação do casarão tem impacto direto no turismo, na economia local, na geração de emprego e renda, além de fortalecer o sentimento de pertencimento da população.
Um símbolo ressignificado
Raro exemplar da arquitetura residencial urbana do século XIX, a Casa do Barão foi construída nos anos 1800 como residência de Francisco José Teixeira Leite, o Barão de Vassouras, o imóvel foi doado ao município em 2018 e passou a integrar o plano de restauração do IPHAN, por meio do PAC Cidades Históricas.
Com investimento de cerca de R$19 milhões, a obra envolveu restauração completa de pisos, paredes, esquadrias, fachadas, telhados, pinturas decorativas, jardins e a integração de sistemas modernos, respeitando os elementos originais do casarão.
Agora, o espaço se torna a casa da cidade — um lugar onde a história é contada por muitas vozes e onde o patrimônio material e imaterial caminham juntos para ressignificar o presente e projetar o futuro.
Autoridades presentes: Prefeita Rosi; Roberta Cristina Marins (Ministério da Cultura); Patrícia Wanzeller (IPHAN-RJ); Daniel Sombra (IPHAN); Ivan Mascarenhas (IPHAN Médio Vale do Paraíba); Patrícia Zendron (BNDES); Isabel Rocha (CAU-RJ/IPHAN); ex-prefeito Severino Dias; secretários e servidores municipais, vereadores, equipe técnica do IPHAN, representante do Ministério do Trabalho e sociedade civil.
“Hoje estamos vivendo um momento de resgate. Sinto que hoje, jongo e patrimônio estão caminhando juntos. Quando vemos os casarões sendo reinaugurados e nós, entrando espontaneamente pela porta da frente, cantando, dançando, livres, sendo homenageados, isso é sinal de que toda luta, toda resistência está valendo a pena”
Segundo ela, o jongo deixa de ocupar apenas os espaços externos e passa a ser reconhecido dentro dos patrimônios oficiais da cidade.
“Até então, a gente lutava do lado de fora. Hoje estamos aqui, lutando do lado de dentro. O jongo conta a história do povo negro através da nossa cantiga e da nossa dança. Hoje estamos sendo ouvidos e reconhecidos como parte da construção dessa cidade, dessa região e desse país.”
Uma casa que volta a ser do povo
Durante a cerimônia, a prefeita Rosi ressaltou o significado da entrega e reforçou que o casarão não pertence à administração pública, mas à população.
“Essa casa não pertence à Prefeitura. Essa casa pertence ao povo. Cabe a todos nós preservar, cuidar e respeitar esse patrimônio para que ele continue contando a nossa história por muitos e muitos anos.”
A prefeita agradeceu a parceria com o IPHAN, as instituições envolvidas, os servidores municipais, vereadores e o ex-prefeito Severino Dias, destacando que a obra foi fruto de diálogo, esforço coletivo e compromisso com o futuro, sem esquecer do passado.
“Inaugurar a Casa do Barão de Vassouras é reafirmar que governar é cuidar. Cuidar das pessoas, da história e do futuro, sempre com amor, responsabilidade e de coração aberto.”
Presença do Ministério da Cultura e fortalecimento das cidades históricas
Representando a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, Roberta Cristina Marins, destacou a importância de Vassouras no cenário nacional e elogiou a gestão municipal.
“Estou vendo que o trabalho com o patrimônio aqui na cidade tem o dedo da prefeita. Existe uma geração de mulheres na política e na gestão que resolve, que faz acontecer.”
Roberta também ressaltou a retomada, pelo Governo Federal, de uma visão integrada entre patrimônio, cultura e desenvolvimento:
“O desenvolvimento não é só econômico. É o desenvolvimento das pessoas que transformam os lugares. A cultura é central nesse processo. Precisamos olhar para as cidades pequenas e médias, e estendemos a nossa solidariedade e sobretudo a nossa parceria com Vassouras”.
Patrimônio que gera identidade, cultura e desenvolvimento
A entrega da Casa do Barão marca a primeira etapa de um projeto maior, que transformará o espaço em um centro cultural multiuso, voltado às manifestações culturais, exposições, oficinas, eventos e atividades ligadas à memória local, com destaque para o jongo, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN.
De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Patrimônio Histórico, a recuperação do casarão tem impacto direto no turismo, na economia local, na geração de emprego e renda, além de fortalecer o sentimento de pertencimento da população.
Um símbolo ressignificado
Raro exemplar da arquitetura residencial urbana do século XIX, a Casa do Barão foi construída nos anos 1800 como residência de Francisco José Teixeira Leite, o Barão de Vassouras, o imóvel foi doado ao município em 2018 e passou a integrar o plano de restauração do IPHAN, por meio do PAC Cidades Históricas.
Com investimento de cerca de R$19 milhões, a obra envolveu restauração completa de pisos, paredes, esquadrias, fachadas, telhados, pinturas decorativas, jardins e a integração de sistemas modernos, respeitando os elementos originais do casarão.
Agora, o espaço se torna a casa da cidade — um lugar onde a história é contada por muitas vozes e onde o patrimônio material e imaterial caminham juntos para ressignificar o presente e projetar o futuro.
Autoridades presentes: Prefeita Rosi; Roberta Cristina Marins (Ministério da Cultura); Patrícia Wanzeller (IPHAN-RJ); Daniel Sombra (IPHAN); Ivan Mascarenhas (IPHAN Médio Vale do Paraíba); Patrícia Zendron (BNDES); Isabel Rocha (CAU-RJ/IPHAN); ex-prefeito Severino Dias; secretários e servidores municipais, vereadores, equipe técnica do IPHAN, representante do Ministério do Trabalho e sociedade civil.
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