Publicado 08/12/2025 14:22
Volta Redonda - A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), reforça as ações de conscientização sobre o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) no “Dezembro Vermelho”. A equipe do Programa de IST/AIDS da SMS antecipou a campanha para o final do mês de novembro e já promoveu encontros com motoboys, estudantes universitários, membros do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas do LGBTIA+ e ministrou palestra para funcionários do Hospital Regional Zilda Arns, no bairro Roma. No restante do mês dezembro, as ações estão voltadas para empresas do município.
PublicidadeA enfermeira Rejane Maria de Queiroz e Silva, que coordena o Programa de IST/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde, explica que o mês de dezembro foi escolhido pelo Ministério da Saúde em razão do Dia Mundial de Combate à Aids, que é o 1º de dezembro.
“É um período dedicado à prevenção, testagem, informação e combate ao estigma da doença. Nesse período, reforçamos as ações de conscientização e ampliamos a divulgação dos serviços oferecidos na rede municipal de saúde de Volta Redonda”, falou.
A rede oferta testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatites B e C, além de planejamento reprodutivo, orientações e acompanhamento clínico. Qualquer pessoa que queira fazer um teste rápido deve procurar uma unidade da Atenção Primária à Saúde ou o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) para IST/AIDS, que funciona no Centro de Doenças Infectocontagiosas (CDI), que fica no bairro Aterrado. O teste é gratuito, sigiloso e o resultado sai na hora.
O teste deve ser feito sempre que houver sexo sem proteção, parceria nova, IST recente ou sempre que desejar se prevenir. Se o resultado vier positivo, o atendimento continua no serviço especializado, onde o tratamento é iniciado rapidamente. Os remédios são gratuitos e, com o uso correto, a carga viral fica indetectável, permitindo viver com saúde e sem transmitir o HIV.
O tratamento é feito com antirretrovirais, com ingestão de comprimidos diários, gratuitos, fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). E o objetivo é deixar a carga viral indetectável, o que mantém a pessoa saudável; evita doenças oportunistas; elimina a transmissão sexual – Indetectável = Intransmissível, I = I. O acompanhamento, feito no CDI, inclui consultas regulares e exames de carga viral e CD4 (um tipo de glóbulo branco vital para a imunidade).
Como se proteger
O vírus HIV é transmitido pela relação sexual desprotegida (sem preservativo); compartilhamento de agulhas e seringas; transmissão vertical – da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. A pessoa deve se proteger usando preservativo em todas as relações sexuais; fazendo o teste de HIV regularmente, especialmente se você teve comportamento de risco; não compartilhando agulhas ou objetos cortantes. Tratamento preventivo: medicações como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) podem ser usadas para reduzir o risco de infecção.
HIV e AIDS – O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) ataca o sistema imunológico, enfraquecendo as defesas do corpo contra infecções. Se não tratado adequadamente, pode levar à AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Ou seja, o HIV é o vírus causador da AIDS. A AIDS é a doença causada pelo HIV.
Trabalho em Volta Redonda é reconhecido nacionalmente
Volta Redonda recebeu, na quarta-feira, dia 3 de dezembro, certificação do Ministério da Saúde pela eliminação da transmissão vertical de HIV e recebeu Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis, quando a mãe passa a doença para seu filho durante a gestação, parto ou amamentação. A premiação foi entregue em Brasília (DF).
Volta Redonda não registra contaminação vertical por HIV há sete anos. Resultado mantido pela melhoria contínua da atenção à saúde materno-infantil, mobilizando gestores e profissionais de saúde, aprimorando a vigilância e o acesso ao diagnóstico e tratamento. O mesmo se aplica à sífilis congênita, o município teve queda constante no número de registros de transmissão da doença da mãe para o bebê de 2021 até 2025.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.