Publicado 13/07/2026 11:57
Volta Redonda - A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), realizou nesta sexta-feira (10) a primeira cerimônia de formatura das oficinas de Inclusão Digital de 2026. Cerca de 600 alunos receberam certificados de conclusão do curso, que integra as ações do Programa de Inclusão Digital desenvolvido pelo Departamento de Proteção Social Básica (DPB).
PublicidadeAs aulas tiveram início em 27 de janeiro e foram concluídas em 3 de julho, com formação voltada à capacitação em ferramentas essenciais para o mercado de trabalho, incluindo Windows, Word, PowerPoint e Excel.
O programa tem como objetivo garantir o acesso à inclusão digital, promovendo qualificação profissional, ampliando oportunidades de empregabilidade e fortalecendo a autonomia dos usuários da política de assistência social. As oficinas são ofertadas gratuitamente e atendem pessoas a partir dos 10 anos de idade, alcançando diferentes faixas etárias e perfis, desde estudantes até idosos em busca de atualização tecnológica.
Nesta edição, as atividades foram realizadas em 31 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), localizados nos bairros Água Limpa, Vila Rica, Santa Cruz, Monte Castelo, Dom Bosco, Rústico, Siderlândia, Santo Agostinho, Eucaliptal, Ponte Alta, Retiro, Belo Horizonte, Caieiras, São Sebastião, Vale Verde, Vila Brasília, Três Poços, Jardim Ponte Alta, Roma, Padre Josimo, São Carlos, São Cristóvão, Voldac, Açude, Nova Primavera, Vila Americana, Ilha Parque, Jardim Cidade do Aço, São Luiz, Mariana Torres e Volta Grande.
As oficinas também aconteceram nos Centros de Convivência Siderópolis e Aero Clube, no Centro Comunitário Roma e na sede do Telecentro, no bairro Retiro, ampliando o alcance do programa em diferentes regiões do município.
A subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, destacou a importância da inclusão digital como ferramenta de transformação social e ampliação de oportunidades.
“Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada, e o domínio das ferramentas digitais se tornou essencial para a vida pessoal e profissional. A inclusão digital representa autonomia, acesso a oportunidades e mais igualdade de condições no mercado de trabalho. Cada certificado entregue simboliza uma conquista importante na trajetória de cada aluno”, afirmou.
A diretora do Departamento de Proteção Social Básica (DPB), Cristiane Alves, ressaltou o impacto social do programa na vida dos participantes.
“O Programa de Inclusão Digital vai além do ensino de informática. Ele promove inclusão social, fortalece vínculos, eleva a autoestima e abre caminhos para novas oportunidades. Ver o desenvolvimento dos alunos ao longo do curso e a confiança adquirida ao final da formação reforça a importância dessa política pública para o município”, destacou.
A coordenadora de Inclusão Digital da Smas, Cláudia Villar, lembrou que o programa tem papel fundamental na democratização do acesso à tecnologia e na preparação dos usuários para o mundo do trabalho.
“O projeto tem como principal objetivo promover o acesso à tecnologia aos usuários atendidos nos equipamentos de Proteção Básica da Smas. É muito bonito ver a mudança que acontece ao longo do curso. Muita gente chega sem nunca ter usado um computador e hoje está aqui, se formando, orgulhosa do próprio esforço. A gente sempre diz que o Cras e o Telecentro estão de portas abertas, e é isso mesmo: ninguém fica para trás. Todo mundo consegue aprender, no seu tempo”, disse Cláudia.
Qualificação para todas as idades
Entre os formandos está Matheus Nicodemos, de 13 anos, aluno do Cras Califórnia. A mãe dele, Larissa Nicodemos, destacou a importância do curso para o desenvolvimento do filho e para mostrar que as atividades oferecidas pela assistência social contemplam pessoas de diferentes idades.
“Foi muito importante para o Matheus e para toda a nossa família. O Cras não atende apenas adultos; as crianças também têm oportunidade de aprender. Além da informática, ele participa de outras atividades, fez novas amizades e se desenvolveu muito desde que começou a frequentar o Cras. Ver essa evolução é motivo de muito orgulho para nós”, afirmou.
Outro formando foi Daniel Andrade Ramos, de 20 anos, morador do bairro Santa Cruz. Para ele, a conclusão do curso representa um importante passo rumo ao mercado de trabalho.
“Foi muito bom poder aprender. Durante o curso, aprendi a utilizar o computador e ferramentas como Word e Excel. Agora quero usar esse conhecimento para procurar uma vaga de emprego”, disse Daniel.
As Oficinas de Inclusão Digital são ofertadas semestralmente pela Smas e fazem parte do conjunto de ações voltadas à qualificação profissional desenvolvidas nos Cras, Centros de Convivência e Centros Comunitários.
Segundo a coordenação do programa, o planejamento da Secretaria Municipal de Assistência Social é dar continuidade às turmas ao longo de 2026, ampliando o acesso da população às ferramentas digitais e fortalecendo as políticas públicas de capacitação e geração de renda no município.
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