'Tive medo de sentir desejo', diz Alejandro Claveaux sobre cenas de sexo

Ator contracena com Cleo Pires em 'O Caçador'

Por O Dia

Alejandro Claveaux está no elenco de 'O Caçador'Divulgação

Rio - Com ares de Caim e Abel, a rivalidade entre os irmãos André (Cauã Reymond) e Alexandre (Alejandro Claveaux) pelo amor da bipolar Kátia (Cleo Pires) não é o único ponto a favor do drama criminal da Globo, ‘O Caçador’. As cenas de nudez e sexo também têm tirado o fôlego do público. Alejandro admite que ficou preocupado com a possibilidade de rolar um tesão de verdade nos takes mais íntimos com Cleo.

“Antes da cena, eu tive medo de sentir desejo, sim. Mas é tudo tão preparado para a câmera, com tanta gente no estúdio, que não teve esse tipo de ‘imprevisto’. Pode acontecer, claro, é até natural. Mas, se acontecesse, seria constrangedor, eu ia ficar muito sem graça. No nosso caso foi profissional, respeitoso”, conta o ator à ‘Já É! Domingo’.

Ficar nu durante a gravação não foi motivo de vergonha para ele. “Foi bem tranquilo, só senti frio. A nudez é necessária para a história”, explica Claveaux, que usou apenas um tapa-sexo. E, se na ficção seu personagem é capaz de matar por amor, na vida real Alejandro acha que vale a pena lutar por uma paixão, mas com ressalvas. “Não se pode passar dos limites da segurança física e psicológica.” Ele culpa o irmão pela traição da mulher. “A Kátia é instável, o André sabe disso e tira proveito. Se bem que nada justifica a atitude dela. Mas o que sustenta esse casamento é a certeza do amor que ela sente pelo Alexandre. Ele não é um corno manso, que acha que perdeu o jogo. Ele só não quer a ameaça do irmão por perto. Na verdade, se ela pudesse, ficaria com os dois”, avalia.

Alejandro perdoaria uma infidelidade. “Numa relação, vale o combinado. O casal precisa estabelecer limites. E, dependendo da situação, eu perdoaria, sim”, assume o ator, que, para interpretar o delegado na série, teve aulas de boxe e fez curso de defesa pessoal e de tiro na Polícia Civil.

Nas cenas de violência entre ele e Cauã, o cuidado foi para não pesar a mão: “Nas mais pesadas, de socos, a gente ensaiava, mas os empurrões e tapas aconteciam por impulso mesmo. Às vezes, a força vem e temos que controlar. Tenho a preocupação de fazer o mais real possível, sem machucar o colega.”

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