Rio

Filho de PM reformado está entre os mortos no confronto no Morro do Juramento

Bruno Alberto Botelho, conhecido como Palmito, era apontado como chefe do tráfico local desde a invasão da ADA, em 2014

Traficante, que estava na mira das autoridades, foi morto durante guerra de facções no Morro do Juramento Divulgação

Rio - Uma guerra pelo controle do tráfico no morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, deixou um rastro de mortes e pânico. Cinco corpos foram removidos pelos bombeiros após invasão de traficantes do Comando Vermelho ao local. De acordo com moradores, outras duas pessoas estariam mortas dentro da comunidade. A troca de tiros entre facções rivais começou no final da tarde de sexta-feira, quando criminosos das favelas do Complexo do Lins, Jorge Turco e Faz Quem Quer se reuniram para tomar pontos de venda de drogas da quadrilha Amigos dos Amigos, na comunidade há três anos.

Bruno Alberto Botelho, conhecido como Palmito, está entre os mortos. Apontado como chefe do tráfico local desde a invasão da ADA, em 2014, ele estava na mira das autoridades. O Portal Procurados oferecia recompensa de R$ 1 mil por informações sobre o seu paradeiro. Bruno era filho de um policial militar reformado, que acompanhou a perícia. "É o segundo filho que perdi para o tráfico. Tentei tirar os dois do crime e não consegui", lamentou.

Com 30 anos, Palmito foi morto na região conhecida da Igrejinha com um tiro nas costas. Foi o seu pai que retirou o corpo do local e levou até uma praça na Rua Vaz Lobo, onde os bombeiros levaram para o Instituto Médico Legal. Outros três mortos foram identificados. Segundo a Delegacia de Homicídios (DH), eles também têm envolvimento com o tráfico.

Jonny Ferreira dos Santos, de 16 anos, foi morto com um tiro no rosto. O corpo de um homem identificado como Cassiano foi encontrado perto da estação de metrô de Thomaz Coelho. Ele seria traficante do Comando Vermelho. A outra vítima foi executada na casa de um morador.

A troca de tiros durou até o início da madrugada de ontem. Traficantes se retiraram após a PM cercar acessos da comunidade.

 

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