Rio

Polícia faz operação na Rocinha após prisão de Rogério 157

Moradores relataram intenso tiroteio na comunidade. Traficante foi encontrado em uma residência, nesta quarta-feira, na Favela do Arará

Rogério 157 foi levado para a Cidade da Polícia Reprodução

Rio - Logo depois da prisão do traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, moradores disseram que houve um intenso tiroteio na Rocinha, Zona Sul do Rio, nesta quarta-feira. Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Grupamento Aeromóvel (GAM) atuam na comunidade.

Chefe do tráfico da Rocinha, Rogério 157 foi preso durante uma megaoperação na Favela do Arará, Zona Norte, ainda nesta manhã. Ele foi o responsável por intensos confrontos na comunidade da Zona Sul em setembro. Um dos mais procurados do estado, o traficante foi levado por 20 policiais da 12ª DP (Copacabana) e da 13ª DP (Ipanema) para a Cidade da Polícia.

Os agentes contaram que o traficante foi encontrado inicialmente em uma casa que já estava sendo monitorada pela polícia. Depois, ele fugiu para a residência de uma moradora da favela, que fica a 200 metros da Cadeia de Benfica, onde o ex-governador Sérgio Cabral está preso. Rogério tentou se esconder em uma cama, se identificou como Marcelo e primo da dona da casa.

Os policiais começaram a fazer uma série de perguntas e ele caiu em contradição. Em um dos questionamentos, um agente quis saber qual era o nome do pai da dona da casa e Rogério não soube responder. Depois, o traficante disse que "em 20 minutos resolveria tudo". Ao perceber a tentativa e suborno, um policial chamou o delegado Gabriel Ferrando, que coordenava a ação, e o criminoso foi preso.

Vídeo: 

As investigações começaram há dois meses, quando os policiais mapearam os possíveis locais onde o traficante estaria escondido. Após a prisão de Rogério, moradores relataram intenso tiroteio na Rocinha. O Disque Denúncia informou que havia recebido mais de 400 denúncias sobre o traficante. O Portal dos Procurados oferecia uma recompensa de R$ 50 mil por informações sobre o acusado.

Desde o início desta manhã, 2,9 mil militares das Forças Armadas apoiam uma operação nas favelas do Arará, Mangueira, Mandela 1, Mandela 2, Barreira do Vasco e Tuiuti. A ação também tem a participação de equipes da Polícia Civil, da PM, da Força Nacional e da Polícia Federal.


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