Vida Saudável

Fila por transplante mais perto do fim

Estado bate recorde de cirurgias de córnea e projeta acabar com espera dos pacientes dentro de dois anos

Rio - Com o recorde de 576 transplantes de córnea realizados entre janeiro e agosto deste ano, o Programa Estadual de Transplantes (PET) espera zerar a fila de espera pelo procedimento dentro de um a dois anos. É o que afirma o urologista Gabriel Teixeira, coordenador do PET. Hoje, há cerca de mil pacientes inscritos aguardando pela cirurgia.

Transplante de córnea já beneficiou 576 pacientes no Rio neste ano Pixabay

O número de operações feitas nos primeiros oito meses deste ano já é maior do que o total do ano passado, 575. Só em agosto, foram 106 transplantes. "Isso é resultado de uma série de ações que vêm sendo tomadas. Em 2010, o tempo médio de espera para receber uma córnea era de dez anos. Hoje, é de um ano e meio", compara Teixeira. "A meta é finalizar 2017 com 700 procedimentos, mas devemos batê-la já nos próximos dois meses. Nesse ritmo, teremos volume suficiente de transplantes para manter a fila zerada daqui um a dois anos".

O PET, hoje, conta com o Banco de Olhos de Volta Redonda (BOV), no interior do estado, e o Banco de Olhos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Centro do Rio. Nos últimos anos, o programa foi reestruturado e passou a ter um setor dedicado exclusivamente às córneas doadas. Além disso, hospitais foram capacitados para a coleta da estrutura ocular em pacientes que morreram devido a paradas cardíacas o tecido pode ser obtido tanto nesse caso quanto no de morte cerebral.

"É muito importante que as pessoas conversem com seus familiares sobre o desejo de doar as córneas, porque eles são os únicos capazes de autorizar a captação na eventualidade de óbito", ressalta o coordenador do PET.

Pessoas que precisam de transplante de córnea, após terem tal necessidade detectada pelo oftalmologista, obtêm encaminhamento para um Centro de Transplante, onde são reavaliadas. Confirmado o diagnóstico, o paciente faz exames pré-operatórios. E, em seguida, é inscrito na lista de espera. Em uma situação de fila zerada, a cirurgia demora apenas de três a quatro meses para acontecer, ou seja, apenas o tempo de preparação para o procedimento.

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