Queiroz prestará depoimento assim que tiver autorização médica, afirmam advogados

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a defesa de Queiroz apresentou, nesta quinta-feira, atestados que comprovam grave enfermidade

Por O Dia

Fabrício de Queiroz em entrevista ao SBT. Reprodução de TV/SBT
Fabrício de Queiroz em entrevista ao SBT. Reprodução de TV/SBT -

Rio - Os advogados de defesa do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, afirmaram que ele prestará depoimento assim que tiver autorização médica. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a defesa de Queiroz apresentou, nesta quinta-feira, atestados que comprovam "grave enfermidade do investigado e que ele se submeterá a cirurgia urgente". 

Queiroz é investigado por movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em sua conta, apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Na última quarta-feira, Queiroz, em entrevista ao SBT, atribuiu o dinheiro a seus negócios com venda de carros e disse que não é laranja. Contudo, ele não explicou os depósitos feitos em sua conta por funcionários do gabinete e familiares empregados por Flávio e o presidente eleito.

"(Eu ganhava) cerca de R$ 10 mil por mês (como assessor)", disse. "Ainda tinha da minha ex-função. Cerca de R$ 10 mil a R$ 11 mil. (por mês), em torno de R$ 23 mil. Sou um cara de negócios. Eu faço dinheiro", disse Queiroz. "Compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim. Gosto muito de comprar carro em seguradora, na minha época lá atrás, eu comprava um carrinho, mandava arrumar, vendia", disse.

Perguntado sobre os depósitos feitos em favor da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, Queiroz disse que "nosso presidente já esclareceu". "Tinha um empréstimo de R$ 40 mil. Foram 10 cheques de R$ 4 mil. Nunca depositei R$ 24 mil".

Ainda de acordo com o MP, Flávio Bolsonaro será convocado para prestar depoimento no dia 10 de janeiro do próximo ano e "diligências já anunciadas estão previstas para ocorrer" em breve. "No mais, o caso permanece sob total sigilo", informou o órgão em nota enviada a imprensa. 

 

 

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