Jair Bolsonaro, 38º presidente, sobe a rampa

Devido ao atentado sofrido, ele toma posse neste dia 1º com o maior esquema de segurança da História do Brasil

Por O Dia

Previsão é que a posse de Jair Bolsonaro ocorra em quatro horas
Previsão é que a posse de Jair Bolsonaro ocorra em quatro horas -

Brasília - O esquema de segurança para posse do presidente eleito Jair Bolsanaro é maior que o País já teve em evento do tipo. A prevenção é justificada devido ao ataque à faca que ele sofreu durante a campanha, em Juiz de Fora, e por conta dos planos de atentado contra o presidente eleito, detectados pela Polícia Federal.

Uma das medidas inéditas foi publicada no Diário Oficial da União, de sexta-feira, pelo presidente Michel Temer: um decreto autoriza o abate de aeronaves suspeitas, que invadirem o espaço aéreo delimitado como área de segurança. Doze bases terrestres ficarão instaladas ao longo da Esplanada dos Ministérios e dois tipos de mísseis antiaéreos guiados a laser, capazes de derrubar aeronaves em um raio de seis e sete quilômetros, podem ser utilizados. Os militares usarão um radar portátil para identificar aeronaves voando a baixa altitude.

Atiradores (snipers) ficarão estrategicamente posicionados no terraço do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). Também é a primeira vez em Brasília que a parte de baixo da Esplanada dos Ministérios será cercada por concertina, um arame farpado com lâminas. O material foi instalado pelo Exército. A cerca vai se estender da Procuradoria-Geral da República ao 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros, localizado depois do Palácio do Planalto. A Esplanada dos Ministérios está fechada para trânsito de veículos desde sábado.

No dia da posse, caminhões do Exército ficam posicionados nas imediações do Palácio do Planalto e da Catedral, local em que, tradicionalmente, tem início o percurso dos eleitos até a sede do Legislativo Federal, onde a posse é dada pelo presidente do Congresso. Neste trajeto, serão instaladas grades de contenção e serão feitas varreduras, já que existem restrições de vários objetos que podem dificultar o controle da segurança. Carrinhos de bebê, guarda-chuvas, máscaras, produtos inflamáveis, fogos de artifício, drones, animais, bebidas alcoólicas, apontadores a laser, armas de fogo e objetos cortantes estão proibidos.

Mais de 3,2 mil policiais militares, civis, federais e bombeiros de Brasília vão participar do esquema de segurança, fora os integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, Dragões da Independência e guarda de honra da Presidência da República. O número total de militares das Forças Armadas não foi divulgado. O esquema de segurança do espaço aéreo vai mobilizar 130 homens do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Várias etapas

A cerimônia de posse do 38º presidente da República do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, neste 1º de janeiro de 2019 envolve diversas etapas. O evento começa com uma missa na Catedral de Brasília e, na sequência, há desfile em carro aberto (mas que, por questões de segurança, pode ser um veículo fechado, blindado) pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. Em sessão solene do Parlamento, Jair Bolsonaro fará o juramento constitucional e será efetivamente empossado. Já como presidente da República, ele seguirá para o Palácio do Planalto, onde receberá a faixa presidencial e fará um discurso à Nação. O evento de posse presidencial é encerrado com um jantar oferecido às autoridades estrangeiras no Itamaraty. A expectativa do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão ligado à defesa da Presidência, é de que 500 mil pessoas participem do evento.

Posse de Witzel começa neste dia 1º, mas só será concluída no dia 2

O governador eleito do Rio participará da cerimônia de posse do presidente da República. Portanto, a previsão é que Wilson Witzel (PSC) fique no máximo duas horas na sua própria posse, na Alerj, e depois vá para Brasília, onde Jair Bolsonaro será empossado às 15h. Witzel deve ficar na capital federal até o dia 2, quando retorna ao Rio para receber o cargo do governador em exercício, Francisco Dornelles. Logo após a transmissão de cargo, Witzel dará posse aos secretários e deve realizar a primeira reunião com toda a equipe.

A cerimônia de posse começa às 8h30 deste dia 1º. O presidente em exercício da Alerj, André Ceciliano (PT) abre a solenidade, convidando Witzel e seu vice, Cláudio Castro, para a mesa. Na sequência, é entoado o Hino Nacional e feita a leitura do compromisso de posse. O governador eleito e o vice assinam o termo de posse e Witzel faz seu primeiro discurso como governador do estado. O hino do estado é tocado e a cerimônia encerrada, por volta das 11 horas. Segundo a Alerj, apenas água e café serão servidos.

A Prefeitura do Rio montou esquema especial de trânsito nas ruas próximas à Alerj, no Centro. A Av. Presidente Antônio Carlos, no trecho entre a Av. Almirante Barroso e a Rua da Assembleia; e a Primeiro de Março, entre a Rua da Assembleia e a Av. Presidente Vargas, serão algumas das vias interditadas, a partir das 6h do dia 1º. A Alerj informou que o esquema de segurança interna funcionará com as mesmas posições táticas dos dias de sessão plenária, mas com efetivo dobrado: 80 pessoas. Do lado de fora, a responsabilidade é da Polícia Militar.

 

Comentários

Últimas de Brasil