Juliana da Cruz Costa morreu depois de ser esfaqueada, no DF
 - Divulgação/TV Globo
Juliana da Cruz Costa morreu depois de ser esfaqueada, no DF Divulgação/TV Globo
Por IG - Último Segundo
São Paulo - Na noite de quinta-feira, uma mulher transexual foi morta na quadra 101 do Sudoeste, no Distrito Federal. Juliana da Cruz Costa, de 33 anos, foi assassinada com um corte na jugular por feito por um morador de rua. O crime é investigado como homicídio pela 3° Delegacia de Polícia.
A vítima fazia sua refeição no meio da rua, quando um morador de rua passou por perto e pediu para ela um pedaço do lanche. Segundo informações preliminares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Juliana teria se recusado a dividir o alimento e, pouco tempo depois, o autor do crime atingiu a clavícula esquerda da mulher com um golpe feito com faca. 

Juliana trabalhava no local como vigia de carros. Em entrevista ao G1, o delegado que comanda o caso, Douglas Fernandes, relatou que a mulher também era sem-teto e trabalhava em estacionamentos da região. "A vítima estava com o companheiro. Eles faziam esse trabalho em troca de comida", diz.

A identidade do suspeito, que está foragido, não foi revelada. Algumas equipes da 3ª DP passaram por pontos em que o autor poderia estar, de acordo com informações de testemunhas que o viram fugir. Porém, as últimas informações são de que ele não havia sido localizado. 

Em 2017, uma pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostrou que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Ainda na linha do estudo, a expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos, menos da metade da média nacional, que é de 75 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).