"Assumi essa autoria porque, se eu declinasse, a pessoa seria altamente prejudicada", afirmou SilveiraVinicius Loures/Câmara dos Deputados
Por iG
Publicado 11/03/2021 16:35 | Atualizado 11/03/2021 18:13
Brasília - O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) teve o julgamento da denúncia da Procuradoria-geral da República (PGR) contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) adiado em 15 dias. O parlamentar responde por ter ameaçado integrantes da Corte em vídeo publicado nas redes sociais.
O ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito das fake news e foi o responsável pela determinação de prisão em flagrante de Silveira, adiou a pauta para que a defesa do deputado tivesse mais tempo para se defender. Moraes acatou pedido dos próprios advogados. 
Publicidade
No pedido à Moraes, defesa disse que ainda não teve acesso aos autos da denúncia da PGR. A denúncia da procuradoria veio após o pedido de prisão contra o parlamentar.
Na visão dos procuradores, Silveira deve ser enquadrado nos crimes de estímulo a violência para impedir o exercício dos Poderes, ameaças contra a Corte e o incentivo de discórdia entre as Forças Armadas e o STF.
Publicidade
Mesmo com o adiamento, Corte também vai avaliar o requerimento de liberdade provisória com o uso de tornozeleiras eletrônicas feita pela defesa do deputado.
O ministro Marco Aurélio questionou o adiamento, tendo em vista que o denunciado está preso há quase um mês e já teve prisão referendada pelo STF e pela Câmara. Com a fala, houve um desentendimento entre os magistrados.
Publicidade
"Se for assim, amanhã trago uma lista de processos em que queira me manifestar", disse Moraes, ao ser questionado pela decisão por Aurélio. "Isso é um desrespeito ao relator", seguiu.
"Não tive a intenção de desrespeitar o relator, ainda mais se for um xerife", respondeu o presidente da Corte, Luiz Fux.
Leia mais