Moradores escutaram um estrondo e sentiram cheiro de gás após queda da piscinaReprodução
Por O Dia
Publicado 24/04/2021 10:12 | Atualizado 24/04/2021 15:15
Espírito Santo - Imagens de câmeras de segurança de um edifício de luxo registraram o momento em que a piscina do condomínio desabou sobre a garagem na noite da última quinta-feira, em Vila Velha, no Espírito Santo. O acidente não deixou nenhum ferido. 
A piscina de 25 metros ficava na área de lazer do edifício. Após a queda, toda a água da piscina foi parar na garagem do local e vários pedaços da piscina ficaram espalhados pela calçada.
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Após o desabamento, o prédio precisou ser evacuado e parte da orla do bairro foi interditada durante os trabalhos da Defesa Civil. Todas as famílias que ocupavam os 90 apartamentos do edifício foram removidas e a orientação é que, por ora, elas não retornem ao local.
Moradores relataram ter ouvido um forte barulho no momento da queda. Com o estrondo, eles ficaram assustados e muitos deixaram suas casas sem levar nada. Além disso, eles afirmaram que sentiram um cheiro muito forte de gás. A piscina do edifício era aquecida.
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Piscina desaba sobre garagem de edifício em Itaparica, Vila Velha pic.twitter.com/KxQhF2B00Z

— Garoto do blog (@garotxdoblogofc) April 24, 2021 ">
O major Fábio Maurício Rodrigues Pereira, chefe do Departamento de Prevenção da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Espírito Santo, explica que o motivo do desabamento foi uma corrosão na estrutura de amarramento que sustentava a piscina. "Temos certeza absoluta. A laje estava engastada e o aço que a ligava à viga foi oxidado por uma infiltração da própria piscina. As barras (estribos) que não foram corroídas romperam por fazerem um esforço maior que a sua capacidade de resistência", afirma.

Com a corrosão dos cabos, o concreto que sustentava a piscina fissurou e rompeu. Ao desabar, a estrutura ainda causou prejuízos à laje de baixo, onde fica a garagem do prédio. De acordo com Pereira, foram encontradas marcas de trincas, fissuras e cabos de proteção expostos durante a vistoria, mas a estrutura total do prédio ainda não apresenta risco imediato de desabamento.
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"A obra da garagem precisa ser reconstruída. O pilar principal de sustentação sofreu o maior esforço com a queda. Quando retirarmos a laje que caiu sobre o piso, pode acontecer um novo movimento da estrutura e isso gerar um novo prejuízo", aponta.

O prédio é uma obra da Argo Construtora e começou a ser habitado há cerca de três anos. A empresa é a mesma responsável pelos reparos, como previsto em contrato. De acordo com a Defesa Civil, ainda será necessário fazer ensaios não destrutivos no local, para identificar possíveis sintomas não visíveis na estrutura.

Em nota, a Argo Construtora disse que lamenta o incidente e está prestando assistência às famílias do prédio. "Nos prontificamos de imediato em arcar com todos os custos dos moradores com hotel e afins, visando que essa situação seja vencida com o menor impacto possível", afirma o texto.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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