Publicado 06/04/2025 14:47 | Atualizado 06/04/2025 21:12
O ex-presidente Jair Bolsonaro subiu ao trio elétrico no ato com apoiadores que ocorre neste domingo, 6, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). A manifestação pede a anistia dos envolvidos nos atos golpistas no 8 de janeiro de 2023.
PublicidadeDurante o discurso, Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao defender o seu governo, elogiou a sua equipe econômica na época, citou a criação do PIX entre os feitos da sua gestão e afirmou ter havido uma "interferência" que fez mudar o resultado final das eleições de 2022.
"Sabíamos o que estávamos fazendo, mas, lamentavelmente, a pressão foi enorme, inclusive, de fora do Brasil, mas temos esperança", afirmou.
O ex-chefe do Executivo lembrou quando viajou aos Estados Unidos dias antes do fim do seu mandato. Ele disse que "o golpe deles só não foi perfeito" porque no dia 30 de dezembro de 2022 ele saiu do país.
"Algo me avisou", afirmou, acrescentando que, se estivesse no Brasil em 8 de janeiro, teria sido preso "e estaria apodrecendo até hoje ou até assassinado".
"O que os caras querem não é me prender de verdade, eles querem me matar, porque sou uma espinha na garganta deles", declarou, referindo-se aos ministros do STF, a quem acusa de persegui-lo.
Bolsonaro também citou o filho Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato de deputado federal e se mudou para os Estados Unidos alegando perseguição política.
"Tenho esperança que de fora venha alguma coisa para cá", afirmou, acrescentando que Eduardo "tem contato com pessoas importantes do mundo todo e está lá nos EUA", mas sem dar detalhes. Um dos aliados de quem a família Bolsonaro busca apoio é o presidente americano, Donald Trump.
Bolsonaro também citou o filho Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato de deputado federal e se mudou para os Estados Unidos alegando perseguição política.
"Tenho esperança que de fora venha alguma coisa para cá", afirmou, acrescentando que Eduardo "tem contato com pessoas importantes do mundo todo e está lá nos EUA", mas sem dar detalhes. Um dos aliados de quem a família Bolsonaro busca apoio é o presidente americano, Donald Trump.
Em uma tentativa de falar em inglês, Bolsonaro afirmou que "popcorn and ice cream sellers sentenced for coup attempt in Brazil" ("pipoqueiros e sorveteiros são condenados por golpe de Estado no Brasil", em português), se referindo ao gaúcho de Lajeado, e a outro réu, Otoniel Francisco da Cruz, de 45 anos.
O ex-presidente ainda criticou o fato de estar inelegível por ter apenas "se reunido com embaixadores", mas disse que "eleições em 2026 sem Jair Bolsonaro é negar a democracia, é escancarar a ditadura no Brasil".
O ex-presidente ainda criticou o fato de estar inelegível por ter apenas "se reunido com embaixadores", mas disse que "eleições em 2026 sem Jair Bolsonaro é negar a democracia, é escancarar a ditadura no Brasil".
A Justiça Eleitoral entendeu que a reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, teve uso eleitoral. No encontro, Bolsonaro fez afirmações sem provas sobre o sistema eleitoral brasileiro. O encontro, ocorrido em julho de 2022, foi transmitido pela TV oficial do governo.
Bolsonaro está incapacitado politicamente até 2030. Apesar disso, insiste em querer ser candidato nas eleições presidenciais de 2026.
"O atual sistema busca cada vez mais tirar da cédula eleitoral as lideranças de direita", afirmou Bolsonaro. "Se acham que vou desistir, que vou fugir, estão enganados", declarou.
A manifestação tem a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). Antes do evento, Bolsonaro esteve no Palácio dos Bandeirantes com Freitas e outros governadores que estão na Avenida Paulista. Dentre eles, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Também estão presentes figuras políticas como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), o senador Marcos Pontes, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o deputado Sóstenes Calvacante (PL-RJ). Um dos organizadores do evento, o pastor Silas Malafaia também está no trio elétrico.
A manifestação tem a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). Antes do evento, Bolsonaro esteve no Palácio dos Bandeirantes com Freitas e outros governadores que estão na Avenida Paulista. Dentre eles, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Também estão presentes figuras políticas como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), o senador Marcos Pontes, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o deputado Sóstenes Calvacante (PL-RJ). Um dos organizadores do evento, o pastor Silas Malafaia também está no trio elétrico.
O ex-presidente pede ao Congresso que aprove uma lei de anistia para os condenados pela invasão e destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, poucos dias após a posse de Lula. Naquele momento, ele Bolsonaro estava nos Estados Unidos.
Com batom
Neste domingo, vários manifestantes levaram bastões ao protesto, um novo símbolo do bolsonarismo em alusão a Débora Rodrigues, uma das condenadas que esteve na prisão preventiva durante dois anos por ter participado do ato de 8 de janeiro e pintado com batom uma estátua em frente ao STF.
Bolsonaro afirma que Rodrigues, conhecido como “Débora do batom” e agora em prisão domiciliar, é vítima de uma “injustiça”, como muitos outros processados pelos eventos de 2023.
"Usar essa arma te condena 14 anos", ironizaram vários manifestantes em seus cartazes escritos com batom.
"Hoje estou aqui pelos compatriotas injustamente presos. Eu quero um Brasil melhor para minha filha, sem governos ladrões. Bolsonaro não roubou e por isso tem essa perseguição contra ele", declarou à AFP Derlaine Costa, uma empregada doméstica de 43 anos que comparaceu à marcha com sua filha de 12 anos.
O STF condenou mais de 500 pessoas pelo levante, a maioria delas por crimes graves, como tentativa de golpe de Estado.
A legenda "Anistia já" acompanhava as fotos dos condenados pelos eventos de janeiro de 2023. "Não houve golpe", entoava a multidão ao ritmo de uma banda de percussão.
Até o momento, o bolsonarismo não tem apoio parlamentar suficiente para aprovar uma anistia.
Tarcísio
Neste domingo, vários manifestantes levaram bastões ao protesto, um novo símbolo do bolsonarismo em alusão a Débora Rodrigues, uma das condenadas que esteve na prisão preventiva durante dois anos por ter participado do ato de 8 de janeiro e pintado com batom uma estátua em frente ao STF.
Bolsonaro afirma que Rodrigues, conhecido como “Débora do batom” e agora em prisão domiciliar, é vítima de uma “injustiça”, como muitos outros processados pelos eventos de 2023.
"Usar essa arma te condena 14 anos", ironizaram vários manifestantes em seus cartazes escritos com batom.
"Hoje estou aqui pelos compatriotas injustamente presos. Eu quero um Brasil melhor para minha filha, sem governos ladrões. Bolsonaro não roubou e por isso tem essa perseguição contra ele", declarou à AFP Derlaine Costa, uma empregada doméstica de 43 anos que comparaceu à marcha com sua filha de 12 anos.
O STF condenou mais de 500 pessoas pelo levante, a maioria delas por crimes graves, como tentativa de golpe de Estado.
A legenda "Anistia já" acompanhava as fotos dos condenados pelos eventos de janeiro de 2023. "Não houve golpe", entoava a multidão ao ritmo de uma banda de percussão.
Até o momento, o bolsonarismo não tem apoio parlamentar suficiente para aprovar uma anistia.
Tarcísio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a anistia é uma pauta urgente porque é necessário "pacificar o País". Segundo o ex-ministro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, é preciso "discutir o que interessa". Nessa seara, Tarcísio citou a inflação e o preço dos alimentos para afagar seu padrinho político: "Se está tudo caro, volta Bolsonaro".
"Temos urgência porque precisamos pacificar o Brasil. Olhar para frente e discutir o que interessa. Estamos perdendo o bonde. Temos que pensar no nosso crescimento. Por que a inflação está tão cara? Por que vocês estão pagando caro no ovo? E se está tudo caro, volta Bolsonaro"., disse.
O governador afirmou que os condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro são "pessoas que estavam vendo o que acontecia, conhecendo Brasília" na data em que houve a invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes. "Pedir anistia não é uma heresia, é algo justo, real e importante", exclamou.
Ao final de sua fala durante o ato, o governador de São Paulo se dirigiu diretamente a Bolsonaro: "O senhor faz falta e a injustiça não vai prevalecer. Tenho certeza que o senhor vai voltar para trazer esperança para estas pessoas". Em seguida, pediu aos presentes que entoassem o coro "volta, Bolsonaro".
Tarcísio disse esperar que, após o ato deste domingo, "Deus toque o coração de cada parlamentar sobre a anistia". O PL de Bolsonaro tenta angariar assinaturas individuais de 257 deputados para conseguir pautar o regime de urgência da anistia na Câmara dos Deputados, independentemente de um acordo de líderes.
De acordo com o Placar da Anistia do Estadão, levantamento exclusivo para identificar como cada um dos deputados se posiciona sobre o tema, mais de um terço dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados apoia a anistia aos presos do 8 de Janeiro. Já são 197 votos a favor da anistia, segundo o levantamento, faltando 60 votos para atingir a maioria absoluta da Câmara.
"Temos urgência porque precisamos pacificar o Brasil. Olhar para frente e discutir o que interessa. Estamos perdendo o bonde. Temos que pensar no nosso crescimento. Por que a inflação está tão cara? Por que vocês estão pagando caro no ovo? E se está tudo caro, volta Bolsonaro"., disse.
O governador afirmou que os condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro são "pessoas que estavam vendo o que acontecia, conhecendo Brasília" na data em que houve a invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes. "Pedir anistia não é uma heresia, é algo justo, real e importante", exclamou.
Ao final de sua fala durante o ato, o governador de São Paulo se dirigiu diretamente a Bolsonaro: "O senhor faz falta e a injustiça não vai prevalecer. Tenho certeza que o senhor vai voltar para trazer esperança para estas pessoas". Em seguida, pediu aos presentes que entoassem o coro "volta, Bolsonaro".
Tarcísio disse esperar que, após o ato deste domingo, "Deus toque o coração de cada parlamentar sobre a anistia". O PL de Bolsonaro tenta angariar assinaturas individuais de 257 deputados para conseguir pautar o regime de urgência da anistia na Câmara dos Deputados, independentemente de um acordo de líderes.
De acordo com o Placar da Anistia do Estadão, levantamento exclusivo para identificar como cada um dos deputados se posiciona sobre o tema, mais de um terço dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados apoia a anistia aos presos do 8 de Janeiro. Já são 197 votos a favor da anistia, segundo o levantamento, faltando 60 votos para atingir a maioria absoluta da Câmara.
Sóstenes
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL) afirmou durante o ato que a legenda espera ter, até a quarta-feira, 9, as assinaturas necessárias para pautar o regime de urgência do projeto de lei da anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro.
"Com a ajuda (dos governadores) Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Wilson Lima (União Brasil) esperamos ter as 257 assinaturas necessárias Aí, será pautado querendo ou não", bradou Sóstenes, que discursou de cima do trio elétrico, de onde autoridades bolsonaristas discursam durante o ato.
A legenda alega, há semanas, que já tem as assinaturas necessárias para acelerar a tramitação do projeto de lei da anistia, considerado o "problema 01" do PL. O partido, inclusive, entrou em obstrução para tentar pressionar pela urgência - uma estratégia que é considerada por governistas como "esvaziada".
Durante a semana, Sóstenes disse que mudou de estratégia para pautar o projeto - está indo atrás de rubricas individuais para levar o tema ao plenário sem necessidade de um acordo no colégio de líderes.
Neste domingo, 6, o líder sustentou que o PL vai publicar, nesta segunda, uma lista dos 162 deputados que já assinaram o requerimento, assim como os nomes dos parlamentares que estão "indecisos".
O líder do PL ainda ironizou o ato contra a anistia realizado pela esquerda dias atrás, também na Avenida Paulista, indicando que os opositores colocaram "meia dúzia nas ruas contra algo que é justiça para os injustiçados".
"Damos o recado que a direita está mais unida do que nunca. Bolsonaro reúne governadores para dizer: '2026 Bolsonaro de volta'", afirmou Sóstenes.
De acordo o Placar da Anistia do Estadão, levantamento exclusivo para identificar como cada um dos deputados se posiciona sobre o tema, mais de um terço dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados apoia a anistia aos presos do 8 de Janeiro. Já são 197 votos a favor da anistia, segundo o levantamento, faltando 60 votos para atingir a maioria absoluta da Câmara.
Rogério Marinho
O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que a decisão sobre a anistia dos envolvidos nas invasões em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 pertence ao Congresso Nacional.
"A anistia, que está sendo vilipendiada por aqueles que não querem a reconciliação do País, é na verdade uma prerrogativa do Congresso brasileiro. Não pertence ao Supremo Tribunal Federal, não pertence ao presidente da República", disse durante o discurso.
Marinho criticou o Poder Judiciário em sua fala, mas também deu um tom conciliatório à pauta da anistia. "Precisamos normalizar o País, e essa normalização só se dará com anistia", afirmou. Segundo ele, atos de anistia já ocorreram mais de 400 vezes na História brasileira.
Durante seu discurso, o senador ainda fez uma alusão à manifestação da esquerda que ocorreu uma semana antes no mesmo endereço, ironizando o quórum arregimentado pelas lideranças que apoiam o governo Lula.
"Com a ajuda (dos governadores) Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Wilson Lima (União Brasil) esperamos ter as 257 assinaturas necessárias Aí, será pautado querendo ou não", bradou Sóstenes, que discursou de cima do trio elétrico, de onde autoridades bolsonaristas discursam durante o ato.
A legenda alega, há semanas, que já tem as assinaturas necessárias para acelerar a tramitação do projeto de lei da anistia, considerado o "problema 01" do PL. O partido, inclusive, entrou em obstrução para tentar pressionar pela urgência - uma estratégia que é considerada por governistas como "esvaziada".
Durante a semana, Sóstenes disse que mudou de estratégia para pautar o projeto - está indo atrás de rubricas individuais para levar o tema ao plenário sem necessidade de um acordo no colégio de líderes.
Neste domingo, 6, o líder sustentou que o PL vai publicar, nesta segunda, uma lista dos 162 deputados que já assinaram o requerimento, assim como os nomes dos parlamentares que estão "indecisos".
O líder do PL ainda ironizou o ato contra a anistia realizado pela esquerda dias atrás, também na Avenida Paulista, indicando que os opositores colocaram "meia dúzia nas ruas contra algo que é justiça para os injustiçados".
"Damos o recado que a direita está mais unida do que nunca. Bolsonaro reúne governadores para dizer: '2026 Bolsonaro de volta'", afirmou Sóstenes.
De acordo o Placar da Anistia do Estadão, levantamento exclusivo para identificar como cada um dos deputados se posiciona sobre o tema, mais de um terço dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados apoia a anistia aos presos do 8 de Janeiro. Já são 197 votos a favor da anistia, segundo o levantamento, faltando 60 votos para atingir a maioria absoluta da Câmara.
Rogério Marinho
O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que a decisão sobre a anistia dos envolvidos nas invasões em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 pertence ao Congresso Nacional.
"A anistia, que está sendo vilipendiada por aqueles que não querem a reconciliação do País, é na verdade uma prerrogativa do Congresso brasileiro. Não pertence ao Supremo Tribunal Federal, não pertence ao presidente da República", disse durante o discurso.
Marinho criticou o Poder Judiciário em sua fala, mas também deu um tom conciliatório à pauta da anistia. "Precisamos normalizar o País, e essa normalização só se dará com anistia", afirmou. Segundo ele, atos de anistia já ocorreram mais de 400 vezes na História brasileira.
Durante seu discurso, o senador ainda fez uma alusão à manifestação da esquerda que ocorreu uma semana antes no mesmo endereço, ironizando o quórum arregimentado pelas lideranças que apoiam o governo Lula.
*Com informações do Estadão Conteúdo e AFP
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