Líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, deputado Lindbergh FariasDivulgação/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Publicado 22/08/2025 13:01
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (21) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e e seus familiares, Michelle Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ), por indícios de lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude processual.
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O parlamentar tomou a medida após a Polícia Federal (PF) identificar movimentações financeiras de R$ 30,5 milhões nas contas do ex-chefe do Executivo entre março de 2023 e fevereiro de 2024, além de repasses subsequentes que ultrapassam R$ 22 milhões, incluindo transferências diretas para Michelle (R$ 2 milhões), Eduardo (R$ 2,1 milhões) e Carlos Bolsonaro (R$ 4,8 milhões). As operações financeiras foram classificadas como fora do padrão pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 
O documento da PF está vinculado ao inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos Estados Unidos em ações consideradas lesivas à soberania nacional, caso que já resultou no indiciamento do ex-presidente e do filho.
"A representação sustenta que tais operações configuram possíveis estratégias de blindagem patrimonial e uso de interpostas pessoas ('laranjas' ou 'testas-de-ferro'), prática típica de lavagem de dinheiro, além de tentativa de frustrar bloqueios judiciais. Também foram citados indícios de que parte dos valores teria origem em arrecadações via 'campanha do Pix' e poderia ter sido utilizada em atividades de pressão política e ataques contra instituições democráticas", disse Lindbergh Farias.
O deputado também pediu à Corte que tome medidas cautelares, como congelamento de bens e quebra de sigilos da família.
"Trata-se de um possível esquema familiar estruturado, com divisão de tarefas, para ocultar patrimônio e burlar a Justiça", afirmou o texto apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, relator das ações contra Bolsonaro.
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