Publicado 09/09/2025 08:44
O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para dar seu veredicto esta semana no julgamento de Jair Bolsonaro (PL), o primeiro ex-presidente a ser processado por tentativa de golpe de Estado desde o fim da Ditadura Militar (1964-1985). O Dia transmite o julgamento ao vivo, com imagens da TV Justiça.
PublicidadeNo entanto, quatro dos sete ocupantes do Palácio do Planalto antes do político de extrema direita (2019-2022) foram em algum momento condenados, presos ou destituídos, a maioria por corrupção.
Enquanto aguarda a sentença, Bolsonaro se encontra em prisão domiciliar preventiva desde agosto.
Fernando Collor de Mello (1990-1992)
Primeiro presidente eleito por voto universal direto após a Ditadura, Collor (centro-direita) renunciou no meio do mandato depois que o Parlamento iniciou um processo de impeachment por corrupção passiva.
De volta à política em 2006 como senador, foi condenado em 2023 pelo STF a uma pena de oito anos de prisão por corrupção.
No contexto do megaescândalo revelado pela investigação "Lava Jato", foi declarado culpado de ter facilitado "de forma irregular" a assinatura de contratos entre uma construtora e uma subsidiária da Petrobras.
Em maio, Collor foi autorizado a cumprir sua pena em prisão domiciliar por motivos de saúde.
Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010, 2023-atual)
De volta à política em 2006 como senador, foi condenado em 2023 pelo STF a uma pena de oito anos de prisão por corrupção.
No contexto do megaescândalo revelado pela investigação "Lava Jato", foi declarado culpado de ter facilitado "de forma irregular" a assinatura de contratos entre uma construtora e uma subsidiária da Petrobras.
Em maio, Collor foi autorizado a cumprir sua pena em prisão domiciliar por motivos de saúde.
Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010, 2023-atual)
Também alvo da investigação 'Lava Jato', Lula ficou preso por 580 dias, de abril de 2018 a novembro de 2019, após ter sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Acusado de ter recebido um tríplex à beira-mar em troca de contratos públicos com uma construtora, sua condenação foi finalmente anulada pelo Supremo Tribunal, que considerou, entre outras coisas, que o juiz que o havia condenado em primeira instância foi parcial.
Essa anulação permitiu à figura mais emblemática da esquerda brasileira disputar e vencer a eleição presidencial de 2022 contra o então presidente Bolsonaro.
Dilma Rousseff (2011-2016)
Acusado de ter recebido um tríplex à beira-mar em troca de contratos públicos com uma construtora, sua condenação foi finalmente anulada pelo Supremo Tribunal, que considerou, entre outras coisas, que o juiz que o havia condenado em primeira instância foi parcial.
Essa anulação permitiu à figura mais emblemática da esquerda brasileira disputar e vencer a eleição presidencial de 2022 contra o então presidente Bolsonaro.
Dilma Rousseff (2011-2016)
Sucessora de Lula, a primeira mulher eleita presidente do Brasil foi destituída durante seu segundo mandato consecutivo pelo Parlamento, que a acusou de manipulação das contas públicas.
A queda livre de sua popularidade, devido entre outras coisas a uma recessão e grandes manifestações, prepararam o terreno para o impeachment.
A esquerda considera até hoje que o processo foi um "golpe de Estado" parlamentar travestido de misoginia.
Michel Temer (2016-2018)
A queda livre de sua popularidade, devido entre outras coisas a uma recessão e grandes manifestações, prepararam o terreno para o impeachment.
A esquerda considera até hoje que o processo foi um "golpe de Estado" parlamentar travestido de misoginia.
Michel Temer (2016-2018)
Rousseff foi substituída por seu vice-presidente Michel Temer (centro-direita), que também não demorou a aparecer nas primeiras páginas dos jornais devido aos seus problemas judiciais.
Acusado de corrupção no âmbito da 'Lava Jato', ele se livrou duas vezes em 2017 de um julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, graças a um voto desfavorável da Câmara dos Deputados.
Depois de deixar o poder, foi preso duas vezes em 2019 por obstrução de justiça, mas em ambas as ocasiões foi libertado poucos dias depois.
Acusado de corrupção no âmbito da 'Lava Jato', ele se livrou duas vezes em 2017 de um julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, graças a um voto desfavorável da Câmara dos Deputados.
Depois de deixar o poder, foi preso duas vezes em 2019 por obstrução de justiça, mas em ambas as ocasiões foi libertado poucos dias depois.
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