Publicado 19/12/2025 11:56 | Atualizado 19/12/2025 11:59
O agora ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) criticou, nesta sexta-feira (19), a decisão da Câmara dos Deputados que resultou na perda de seu mandato. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) chamou a decisão de uma "canetada".
Publicidade"O presidente da Câmara dos Deputados cassou o meu mandato na canetada, pela mesa da Casa, por pura covardia. Uma decisão que não respeitou os regramentos da própria Câmara, nem a vontade do voto em plenário, muito menos obedeceu ao texto claro da Constituição", começou Ramagem na publicação.
"Pra isso, o presidente da Câmara falou: 'Fiz o que tive que fazer'. Infelizmente, as palavras de um boneco, uma marionete nas mãos dos ministros do STF. Covardia é ter consciência do que é certo e não fazê-lo. Não consegue de ter a coragem de defender, na forma da lei, a sua própria instituição nos mandatos do parlamento. É um presidente de poder subordinado a um ministro de outro poder", continuou.
Veja o vídeo:
Fuga
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) entenderam que ele usou a estrutura da Abin, da qual foi diretor na gestão Bolsonaro, para vigiar adversários políticos. Além disso, o parlamentar apoiou o ex-presidente nos ataques ao sistema eleitoral para manter Bolsonaro no poder.
Durante a investigação, o político foi proibido pelo ministro de sair do país e teve que entregar todos os passaportes nacionais e estrangeiros.
Conforme revelado pelo site PlatôBR, o parlamentar está com a família em Miami. Segundo investigações, ele deixou o Brasil em setembro.
A Câmara dos Deputados informou que não foi autorizada missão oficial no exterior para o deputado Ramagem, tampouco houve comunicação à presidência da Casa de afastamento do parlamentar do território nacional.
A Casa também disse que o político apresentou atestados médicos que abrangem os períodos entre 9 de setembro e 8 de outubro e 13 de outubro a 12 de dezembro.
A Casa também disse que o político apresentou atestados médicos que abrangem os períodos entre 9 de setembro e 8 de outubro e 13 de outubro a 12 de dezembro.
A fuga ocorreu no momento em que se aproximava o fim da tramitação do processo e a execução das penas dele e dos demais réus, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após tomar conhecimento da fuga, o ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva. A PF segue monitorando o deputado nos Estados Unidos e avalia os mecanismos de cooperação internacional para o caso.
Em entrevista ao programa Conversa Timeline, apresentado pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que também está foragido da Justiça brasileira desde 2021, Ramagem afirmou estar "seguro" nos EUA com a "anuência" do governo de Donald Trump.
Condenação
Condenação
Jair Bolsonaro: foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no julgamento da trama golpista. É a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente é condenado por tentativa de golpe de Estado.
Alexandre Ramagem: ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal (PL-RJ), foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão por tentativa de golpe de Estado. Os ministros também decidiram pela perda de seu mandato parlamentar
Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa no governo Bolsonaro, foi condenado a 19 anos de prisão, sendo 16 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção, por tentativa de golpe e outros crimes.
Augusto Heleno: o general foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção, por tentativa de golpe de Estado.
Almir Garnier: ex-comandante da Marinha, recebeu pena de 24 anos de prisão, sendo 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, por tentativa de golpe.
Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, foi condenado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção.
Walter Braga Netto: o general foi condenado a 26 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Mauro Cid: tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado a 2 anos em regime aberto. Como delator da ação penal relacionada à trama golpista, recebeu pena reduzida.
Alexandre Ramagem: ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal (PL-RJ), foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão por tentativa de golpe de Estado. Os ministros também decidiram pela perda de seu mandato parlamentar
Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa no governo Bolsonaro, foi condenado a 19 anos de prisão, sendo 16 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção, por tentativa de golpe e outros crimes.
Augusto Heleno: o general foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção, por tentativa de golpe de Estado.
Almir Garnier: ex-comandante da Marinha, recebeu pena de 24 anos de prisão, sendo 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, por tentativa de golpe.
Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, foi condenado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção.
Walter Braga Netto: o general foi condenado a 26 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Mauro Cid: tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado a 2 anos em regime aberto. Como delator da ação penal relacionada à trama golpista, recebeu pena reduzida.
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