Gleisi Hoffmann afirmou que 'nada justifica a ofensiva militar contra populações civis'Arquivo / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Publicado 02/03/2026 07:55 | Atualizado 02/03/2026 07:55
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a manifestação organizada por políticos de direita neste domingo, 1º, na Avenida Paulista. No X, ela afirmou que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mentiram para atacar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Fantasiados de brasileiros, País que entregaram a [o presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump no tarifaço pra salvar o pai [Jair Bolsonaro], bolsonaristas vão a paulista emular besteiras, mentir que é a arma deles, para atacar Lula", escreveu a ministra.

E acrescentou: "Deste embate não temos medo, já colocamos uma vez vocês no devido lugar, seus lesa pátrias."

Gleisi acusou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de estar "envolvido em negócios escusos", citando o caso do Banco Master.

A ministra afirmou que uma coordenadora do escritório de Flávio seria cunhada do dono do banco, Daniel Vorcaro.

"O povo brasileiro não vai permitir que voltem! Há mais de três anos o Brasil acordou do pesadelo em que Bolsonaro tinha mergulhado o País, que custou centenas de milhares de vítimas na pandemia e suas políticas de destruição da economia e dos programas sociais", escreveu a ministra.
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'Flopada histórica', diz líder do governo
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o ato "Acorda Brasil" "foi marcado por uma flopada histórica". A declaração foi publicada na rede social X.

"As manifestações bolsonaristas foram marcadas por uma flopada histórica e vergonhosa. O povo cansou de discursos vazios, de ódio e de manipulações que não resolvem os problemas reais do Brasil", escreveu o parlamentar.

Guimarães acrescentou: "A verdade é que a maioria quer trabalho, comida na mesa e respeito à democracia. O Brasil acordou e não aceita mais ser enganado por essa gente."

De acordo com um relatório de especialistas da Universidade de São Paulo (USP), a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, teve a participação de aproximadamente 20,4 mil pessoas. No Rio de Janeiro, foram 4,7 mil pessoas estimadas.
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