Escândalo do Banco Master é um dos motes da convocaçãoReprodução / Youtube
O escândalo do Banco Master é um dos motes da convocação. Em São Paulo, a manifestação ocorre na avenida Paulista. A concentração aconteceu na altura do Masp. Esta é a primeira aparição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um evento do tipo desde o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência.
Além de Flávio, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), principal convocador do ato nas redes sociais, e políticos da cidade e do estado de São Paulo, aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estiveram presentes.
A manifestação ocorre em meio a turbulências no PL entre o grupo ligado aos irmãos Bolsonaro e a ala mais próxima a Nikolas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O pastor Silas Malafaia comparecerá ao evento, mas não esteve à frente da organização, como vinha ocorrendo nos últimos atos da direita na capital paulista. A organização da passeata foi herdada pelo deputado estadual Tomé Abduch, do Movimento Nas Ruas.
Ao contrário dos protestos bolsonaristas do ano passado, a defesa do ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado, não está entre os motes da convocação.
Caiado também saudou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem atribuiu a convocação do movimento, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Ainda afirmou que, caso o grupo político retorne ao poder, "o primeiro ato será a anistia plena, geral e irrestrita em 1º de janeiro".
Em discurso no carro de som, Zema disse que "ninguém no Brasil é intocável" e que a população está "indignada" com os acontecimentos recentes. "Não vamos nos vergar. Não vamos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem", declarou.
O governador de MG afirmou ainda que voltará à Paulista "quantas vezes for necessário", em referência à mobilização da oposição ao governo federal e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por chamada de vídeo, diretamente dos Estados Unidos, da manifestação. Em discurso transmitido no carro de som, ele agradeceu aos manifestantes e afirmou que o movimento busca "justiça que vai ser traduzida em anistia".
Eduardo disse que a anistia poderá ser alcançada "com a eleição do Flávio Bolsonaro como presidente e com uma bancada de senadores e deputados federais fortes e valentes".
Durante a fala, o parlamentar saudou governadores e deputados aliados e disse que o movimento não se trata apenas de partido ou eleição, mas de "liberdade".
Em discurso marcado por críticas ao governo federal e ao Judiciário, Nikolas também acusou Moraes de promover perseguição política e afirmou que "o Brasil não tem medo" dele.
Dirigindo-se diretamente ao magistrado, o deputado utilizou termos como "pateta" e "panaca" ao criticá-lo.
"Se a gente derrubar um, cai outro, cai Moraes, cai todo mundo", disse ele, ao defender uma "avalanche verde e amarela."
O parlamentar também defendeu a derrubada do veto presidencial à proposta que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e afirmou que o movimento continuará pressionando por anistia.
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