Publicado 29/05/2026 16:17
O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta sexta-feira, 29, que não vê problema em uma eventual interferência dos Estados Unidos contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) no Brasil, após o governo americano classificar oficialmente as duas facções como organizações terroristas. "Que fique muito à vontade", disse
PublicidadeAs afirmações foram feitas após um almoço empresarial promovido pelo Grupo Lide, em São Paulo (SP). A agenda também contou com a presença do ex-presidente da República Michel Temer, do dirigente partidário Baleia Rossi e do vice-governador paulista Felício Ramuth.
A Secretaria de Estado americana emitiu na quinta-feira (28) um comunicado informando a nova designagem jurídica para as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). No próximo dia 5 de junho, ambas constarão em uma segunda lista focada em grupos internacionais que oferecem riscos à segurança externa daquela nação.
A medida de Washington foi anunciada sem o aval da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com o suporte político de parlamentares de oposição. A sanção externa também recebeu elogios públicos nas redes sociais por parte do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
"Se for para interferir, para levar integrantes do PCC e do Comando Vermelho pra cadeia, que fique muito à vontade", declarou o prefeito paulistano em entrevista coletiva. O mandatário municipal aproveitou o momento para alfinetar a reação da Esplanada dos Ministérios: "Lamento que o governo federal, ao invés de fazer uma atuação firme com relação a esse tema, tente minimizar colocando na cabeça das pessoas algo que é totalmente incompreensível de dizer sobre soberania", criticou.
A equipe do Planalto rebateu a classificação imposta pela gestão americana, mencionando possíveis ameaças à estabilidade das transações do sistema de pagamentos instantâneos (Pix) e classificando as movimentações de opositores em território estrangeiro como deploráveis. Em nota oficial, as autoridades federais defenderam a autonomia institucional do país e ressaltaram que a definição legal e as ações de enfrentamento aos delitos internos competem exclusivamente às forças de segurança brasileiras.
A Secretaria de Estado americana emitiu na quinta-feira (28) um comunicado informando a nova designagem jurídica para as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). No próximo dia 5 de junho, ambas constarão em uma segunda lista focada em grupos internacionais que oferecem riscos à segurança externa daquela nação.
A medida de Washington foi anunciada sem o aval da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com o suporte político de parlamentares de oposição. A sanção externa também recebeu elogios públicos nas redes sociais por parte do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
"Se for para interferir, para levar integrantes do PCC e do Comando Vermelho pra cadeia, que fique muito à vontade", declarou o prefeito paulistano em entrevista coletiva. O mandatário municipal aproveitou o momento para alfinetar a reação da Esplanada dos Ministérios: "Lamento que o governo federal, ao invés de fazer uma atuação firme com relação a esse tema, tente minimizar colocando na cabeça das pessoas algo que é totalmente incompreensível de dizer sobre soberania", criticou.
A equipe do Planalto rebateu a classificação imposta pela gestão americana, mencionando possíveis ameaças à estabilidade das transações do sistema de pagamentos instantâneos (Pix) e classificando as movimentações de opositores em território estrangeiro como deploráveis. Em nota oficial, as autoridades federais defenderam a autonomia institucional do país e ressaltaram que a definição legal e as ações de enfrentamento aos delitos internos competem exclusivamente às forças de segurança brasileiras.
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