Paola Cirino matou casal de idosos a facadasDivulgação / PCMG
Publicado 02/07/2026 09:31 | Atualizado 02/07/2026 09:33
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na madrugada desta quinta-feira (02) a diarista suspeita de roubar e matar um casal de idosos em um apartamento de luxo, em Belo Horizonte. Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, estava com o filho de seis anos em um hotel na cidade mineira de Itabira, a 110 quilômetros da capital. Ela não resistiu à prisão.
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Paola é apontada como a autora das facadas que mataram Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua mulher, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O homem foi vítima de dezessete golpes, e a mulher, sete.
Segundo o delegado Gustavo Barletta, da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), Paola confessou ter cometido os assassinatos enquanto estava em um "surto psicótico". Ela alega ter dopado os idosos com quatro comprimidos de um sonífero. Depois, utilizou uma faca da casa para desferir os golpes. As vítimas chegaram a acordar no momento das agressões e tentaram se defender, mas não resistiram.
A diarista, que estava no primeiro dia de trabalho, declarou que o crime não havia sido planejado, mas que se sentiu "atraída pelo ambiente" do apartamento. 
"Ela disse que não tinha a intenção de subtrair nenhum objeto, mas ela disse que quando estava na residência, ela se sentiu atraída pelo ambiente, pelos objetos que lá estavam, e aí ela decidiu praticar o delito", disse o delegado em entrevista à TV Globo.
Imagens de câmeras de segurança mostram que, no dia do crime, Paola saiu do apartamento carregando duas bolsas que seriam da patroa. Em seguida, a diarista jogou uma blusa suja de sangue numa caçamba próxima ao prédio, entrou em um carro que estava estacionado na rua e saiu do local. 
A perícia constatou que o apartamento dos idosos não havia sido arrombado. No local, os agentes identificaram que uma gaveta onde semijoias eram guardadas estava violada, e que dois celulares haviam sido roubados.
Nesta quarta-feira (1º), a polícia recuperou os dois celulares roubados e outros objetos das vítimas. O chefe do Depatri, delegado Felipe Freitas, afirmou que a diarista pode ter descartado os aparelhos devido à repercussão do caso. Ele classificou o crime como uma "extrema barbárie".
A Polícia Civil segue investigando o caso.
* Reportagem do estagiário Victor Louro, sob supervisão de Raphael Perucci
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