O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que "tem pouco preso no Brasil"Reprodução / GloboNews
Publicado 30/08/2026 12:38 | Atualizado 30/08/2026 12:52
O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o Brasil tem poucos presos porque a legislação brasileira é frouxa, e por isso pretende criar meio milhão de vagas em presídios e investir em tecnologia. O candidato participou de uma reunião na manhã de hoje com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Vilattoro.
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"Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular, que comete o crime, de no mínimo 8 anos de cadeia, fique preso, não apenas seja preso, mas fique preso. Nós vamos investir muito em tecnologia para que eles fiquem de fato incomunicáveis", disse Flávio Bolsonaro.

O candidato disse ainda que acabou com as chamadas "saidinhas", quando detentos saem em datas comemorativas. "Acabamos com as saidinhas. Quem já estava preso não tinha direito a esse benefício. Isso só traz desgraça. No nosso governo, a legislação vai mudar, os presídios vão deixar de ser escolas de crime e vão ser exemplo. O marginal que for preso não vai sair rápido, vai ficar preso, vai pagar pelos crimes que cometeu e isso com certeza vai desencorajar muita gente a continuar praticando o crime."
Criação de ministério da segurança pública
Flávio disse após reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Vilattoro, que irá abrir meio milhão de vagas em presídios para que o Brasil volte a ter soberania sobre a segurança pública.

"Tivemos uma reunião muito proveitosa com o ministro Vilattoro. Ele foi responsável, junto com o presidente Nayib Bukele, de implementar uma das maiores e mais eficazes resgates da soberania, e conseguiu devolver a segurança pública ao povo salvadorenho", afirmou o candidato, dizendo ainda que criará no Brasil mais vagas nos presídios.

"Como está na proposta do governo, a linha vai ser de endurecimento da legislação penal, construção de várias presídios, para que a população tenha o seu primeiro e mais soberano direito, que é o direito de viver, o direito da sua segurança pública. O plano é para defender os cidadãos, para defender as vítimas e não os bandidos como faz o atual governo", disse o filho de Jair Bolsonaro.

Questionado sobre de que forma o candidato pretende estruturar o futuro Ministério da Justiça, Flávio Bolsonaro respondeu que em El Salvador os trabalhos foram invertidos e, em primeiro lugar vem o Ministério da Segurança Pública e depois o da Justiça.

"A ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer uma gestão junto com as forças estaduais e com as polícias municipais. Quero dar suporte, não apenas financeiro, mas de organização, de conexão, de troca de inteligência, de troca de informações entre todas as esferas de poder."
Carga de trabalho
O senador disse que tem um plano de governo "muito melhor para os trabalhadores", alternativo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6x1, que deve ser votada esta semana no Senado Federal. O candidato afirmou que, de acordo com sua proposta, os trabalhadores poderão decidir quantas horas querem trabalhar semanalmente.

"Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar", afirmou Bolsonaro, que destacou ainda que "tem muita mulher, por exemplo, que não tem condições de trabalhar hoje 7 ou 8 horas por dia. Pode trabalhar só 4 horas por dia porque não tem com quem deixar os seus filhos Então, com a nossa proposta alternativa, essa mulher poderá ter uma remuneração com todos os direitos trabalhistas garantidos, mas por hora trabalhada", explicou.

O candidato acrescentou ainda que o trabalhador terá a liberdade de escolher os dias nos quais quer trabalhar. "O trabalhador escolhe qual é a sua jornada de trabalho, escolhe se vai trabalhar a sexta, sábado, domingo, segunda, terça, os melhores dias. Temos que dar liberdade para o trabalhador com todos os seus direitos garantidos. Quem precisa trabalhar menos, quem não tem condições de trabalhar mais, tem que ter esse direito. Agora, aquela pessoa que também quer trabalhar mais para poder ganhar mais e levar mais dignidade para dentro de sua casa, também tem que ter o direito de escolha. Isso que nós vamos defender."
'Tesouraço' nos gastos públicos
Flávio Bolsonaro afirmou que vai realizar um 'tesouraço' nos gastos públicos e, para isso, investirá em tecnologia e inteligência artificial. O candidato aproveitou para dizer que há muita corrupção no governo atual.

"O orçamento está muito apertado porque há corrupção para tudo. Nós vamos investir muito na gestão tecnológica, da inteligência artificial. Com menos custos, menos carros, combatendo os gargalos que existem hoje e organizando as contas públicas. O Brasil não sobrevive mais com o fiscal e é por causa da irresponsabilidade do atual governo", afirmou.

Flávio Bolsonaro disse ainda que a taxa de juros atual, a Selic, está em patamar muito elevado. "A taxa de juros está tão alta, uma das mais altas do mundo. Seremos um governo enxuto, moderno e que vai cortar esses gargalos, vai cortar as despesas, tesourar a burocracia, tesourar os impostos e buscar novas fontes de receita", disse.

O candidato afirmou ainda que irá acelerar o processo de exploração de petróleo na Margem Equatorial como forma de elevar as receitas e lembrou que esse projeto havia entrado no plano do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. "Passados quase 4 anos do atual governo e isso não andou um passo para frente. Vamos acelerar isso exploração do petróleo, vamos buscar uma segurança jurídica para ter os investimentos. Com isso eu não tenho dúvida, cada um ponto de taxa de juro a menos, são mais de R$ 900 bilhões por ano para o nosso orçamento. Eu estimo em R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões em 4 anos e isso é perfeitamente possível quando nós iniciarmos o nosso governo."

Flávio Bolsonaro participou de uma reunião, na manhã de hoje em São Paulo, com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro.
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