Publicado 25/09/2026 11:44
Na última quarta-feira (23), a página no Facebook do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi desabilitada. O PT entrou então com recurso contra a Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e Whatsapp. A matéria entrou em contato com a empresa, por meio de assessoria, mas ainda não obteve resposta.
O recurso enviado à empresa na quinta-feira (24), alegou que a medida foi "unilateral, imotivada e desamparada de qualquer justificativa objetiva". Além disso, manifesta que a ação gera vantagem assimétrica aos adversários do candidato nas eleições.
"No escopo das eleições, sobretudo ao considerar que restam menos de 11 dias para o primeiro turno das eleições gerais, a desativação, bloqueio ou limitação unilateral de contas, perfis e canais de comunicação de candidatas, candidatos, partidos políticos, coligações ou cidadãos em período pré-eleitoral ou eleitoral ganha contornos de extrema gravidade sob a ótica do Direito Eleitoral. O ambiente digital converteu-se na principal praça pública de debates cívicos, tornando a moderação privada imotivada um fator de risco direto à soberania popular, à liberdade de expressão e à lisura do pleito", argumenta o documento.
O recurso afirma ainda que o ocorrido fere o direito à internet como condição essencial ao exercício da cidadania, argumentando que os provedores devem fornecer informações ostensivas sobre eventuais indisponibilizações de conteúdo ou de perfis.
Além disso, a campanha de Lula pediu o restabelecimento imediato da conta para que possa voltar a promover novos anúncios, fazer compartilhamento e seguir com a campanha.
De acordo com a assessoria do petista, a página de anúncio voltou ao normal no mesmo dia. Entretanto, a interpelação continua para que a empresa explique as razões do ocorrido.
O recurso enviado à empresa na quinta-feira (24), alegou que a medida foi "unilateral, imotivada e desamparada de qualquer justificativa objetiva". Além disso, manifesta que a ação gera vantagem assimétrica aos adversários do candidato nas eleições.
"No escopo das eleições, sobretudo ao considerar que restam menos de 11 dias para o primeiro turno das eleições gerais, a desativação, bloqueio ou limitação unilateral de contas, perfis e canais de comunicação de candidatas, candidatos, partidos políticos, coligações ou cidadãos em período pré-eleitoral ou eleitoral ganha contornos de extrema gravidade sob a ótica do Direito Eleitoral. O ambiente digital converteu-se na principal praça pública de debates cívicos, tornando a moderação privada imotivada um fator de risco direto à soberania popular, à liberdade de expressão e à lisura do pleito", argumenta o documento.
O recurso afirma ainda que o ocorrido fere o direito à internet como condição essencial ao exercício da cidadania, argumentando que os provedores devem fornecer informações ostensivas sobre eventuais indisponibilizações de conteúdo ou de perfis.
Além disso, a campanha de Lula pediu o restabelecimento imediato da conta para que possa voltar a promover novos anúncios, fazer compartilhamento e seguir com a campanha.
De acordo com a assessoria do petista, a página de anúncio voltou ao normal no mesmo dia. Entretanto, a interpelação continua para que a empresa explique as razões do ocorrido.
Campanha de Lula aciona TSE contra chapa de Flávio Bolsonaro
PublicidadeA campanha do presidente Lula já havia protocolado uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar as regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.
Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.
Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shopee com o produto.
A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.
A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.
Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shopee com o produto.
A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.
A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.