Eduarda Campopiano (PL) foi denunciada ao MPSP por transfobia e violência política de gênero contra Erika Hilton (PSOL)Reprodução / Redes sociais
Publicado 06/10/2026 11:42
A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por transfobia e violência política de gênero contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL). A denúncia foi apresentada pela também deputada paulista Sofia Saveiro (PSOL), nesta segunda-feira (5), ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP.
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A medida ocorre após uma publicação nas redes sociais em que Campopiano chama Erika de "homem biológico". Na postagem, ela questiona a deputada federal: "Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?".

A postagem ocorreu logo após o fim das eleições deste domingo (6). Campopiano foi a deputada estadual mais votada do país, com 956.238. Já Erika Hilton foi reeleita deputada federal com 1.596.472, ficando atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que recebeu 3.038.438.

Nas redes sociais, Campopiano compartilhou uma reportagem sobre o assunto e comentou: “Haja saco para aguentar”.

Já Erika Hilton e Sofia Saveiro ainda não se manifestaram. Assim como o MPSP, que ainda não respondeu. O espaço está aberto para eventuais manifestações.

Quem é Eduarda Campopiano?

Maria Eduarda Campopiano Monteiro, de 23 anos, é natural de Campinas, no interior de São Paulo. Em 2021, começou a carreira política ao expor seus posicionamentos na internet. Ela também trabalhou como comentarista da Jovem Pan, onde analisava pautas políticas em 2022.

Apoiadora do conservadorismo, tem como lema "Deus, Pátria, Família e Liberdade". Também se autointitula como a "inimiga número um das feministas".

Em 2024, foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, com 3.583 votos, sendo a quarta mais votada e a mais jovem eleita.

Erika Hilton recebeu ameaça de morte no dia da eleição

No domingo, Erika Hilton precisou adiar a ida às urnas após receber ameaça de morte. O ataque foi feito por e-mail e enviado no período da manhã do primeiro turno das eleições, quando a parlamentar se preparava para sair de casa.

Na mensagem, o autor disse conhecer os dados pessoais e o endereço da deputada. Ele também ameaçou assassiná-la e ainda incluiu insultos homofóbicos.

“Está destruindo o Brasil, bando de corruptos. Eu prometo que vou vingar todos os brasileiros. Eu sei tudo sobre você, eu vou te matar em breve. Eu sei o seu CPF XXX.XXX.XXX-XX. Eu sei o seu endereço. Acontecerá o tão aguardado banho de sangue que todos os brasileiros patriotas esperam”, diz um dos trechos da mensagem.

Após receber o e-mail, a deputada reeleita registrou um boletim de ocorrência. De acordo com o documento, Erika foi ameaçada às 10h26 e adiou sua ida à seção eleitoral para aguardar o reforço de sua segurança pessoal. A parlamentar solicitou às autoridades a abertura de investigação para identificar o responsável pela mensagem e promover sua responsabilização criminal.
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