Publicado 01/10/2026 16:00
As ações de revitalização na Área de Proteção Permanente (APP) às margens do Rio Paraíba do Sul são intensificadas em Campos dos Goytacazes (RJ), envolvendo as secretarias de Defesa Civil, de Segurança e Ordem Pública, e da Guarda Civil Municipal (GCM). A força-tarefa busca recuperar o equilíbrio ambiental da área e coibir ocupações irregulares persistentes.
PublicidadeNo dia 26 de agosto, as equipes estiveram na descida da ponte Saturnino de Brito (no lado da Lapa) e retornaram no início desta semana para realizar intervenções de manutenção, limpeza e ordenamento urbano. O subsecretário de Defesa Civil, major Edson Pessanha, explica que o trabalho integrado é uma resposta direta às invasões de terras e degradações constatadas na região.
Além da retirada de entulhos, durante a operação mais recente, os agentes executaram a poda de vegetação e o aterramento de vãos que vinham sendo utilizados como abrigos improvisados e insalubres por pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Pessanha explica que as máquinas atuaram na remoção de árvores exóticas com base em laudos técnicos emitidos por engenheiros agrônomos da Secretaria de Meio Ambiente, além de realizar intervenções estruturais no terreno para evitar o surgimento de novos esconderijos e moradias ilegais.
O subsecretário realça que a fase dessa semana se trata da manutenção decorrente do processo iniciado em agosto, quando foi realizada a primeira grande desocupação na área. Historicamente, o trecho sofria com o abandono e o acúmulo de lixo, tornando-se vulnerável a práticas criminosas e danos ecológicos crônicos.
Grande desafio social
Na avaliação do secretário de Segurança e Ordem Pública, Maxwell de Araújo, a presença constante das forças de segurança serve como um cinturão de prevenção para impedir o retorno de infratores e a reocupação de um espaço que pertence a toda a coletividade. A vertente social continua sendo um dos maiores desafios.
As investidas mais recentes aconteceram terça-feira (29). Algumas das pessoas em situação de rua abordadas já haviam sido cadastradas e encaminhadas para abrigos municipais pela Secretaria de Assistência Social em etapas anteriores da força-tarefa. Contudo, por terem recusado o acolhimento institucional, retornaram ao local de forma indevida.
Estrategicamente, o município mantém a oferta de suporte assistencial e monitoramento psicossocial a essa população vulnerável. Segundo Araújo, o desfecho planejado para a APP da Lapa envolve a sua transformação em um espaço de convivência comunitária.
Está definido que o planejamento prevê o retorno da Secretaria de Meio Ambiente para a reestruturação e o paisagismo completo do terreno. O objetivo de longo prazo é devolver a margem do Rio Paraíba do Sul aos cidadãos locais, substituindo o cenário de degradação por uma área segura e revitalizada para o lazer em família.
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